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Quanto te custam as faltas

Uma falta não é uma marcação perdida — é uma hora que já não se vende. Ninguém ficou no lugar de quem não veio, e o custo do teu dia correu na mesma. Escreve quatro números e vê o que isso vale ao fim de um ano.

Os campos começam preenchidos com um exemplo editável. Não é a média de setor nenhum — não temos essa medição e não a vamos inventar. Escreve por cima com os teus números.

o que cobras, em média, por marcação

quem não apareceu nem desmarcou

de 1 a 7

52 menos férias e feriados

Perda por mês

360 €

média do ano, não «este mês»

Perda por ano

4320 €

nas semanas que indicaste

Por semana são 90 €.

15 € por cada dia que abres.

De onde vem este número

A conta é uma multiplicação. Perda por semana = preço médio × faltas por semana. Perda por ano = perda por semana × semanas abertas. Perda por mês = perda por ano ÷ 12 — por isso o valor mensal é uma média do ano e não o que perdes num mês concreto. Doze meses dão exatamente o ano que está ao lado, e isso é de propósito.

O que conta como falta, aqui. Só quem não apareceu nem avisou. Quem desmarcou com antecedência deixou a hora livre e não entra nesta conta — é outro problema, e resolve-se de outra maneira.

O que a conta ignora, e não é pouco. Ignora o que se vendia na mesma visita — o produto, o extra, a segunda marcação combinada ao balcão. Ignora que uma hora vazia às onze da manhã de terça talvez se enchesse e uma de sábado à tarde não. Ignora o teu custo fixo, que corre na mesma. Ignora a hipótese de a pessoa voltar e pagar noutro dia.

Umas puxam o número para cima, outras para baixo. É por isso que isto é uma ordem de grandeza para decidires se vale a pena fazer alguma coisa — não um valor para pôr numa contabilidade.

O que conta como falta

Falta é a marcação a que ninguém apareceu e que ninguém desmarcou. É diferente de um cancelamento com aviso: quem desmarca na véspera devolve-te a hora, e essa ainda se vende.

Vale a pena separar as duas, porque a solução é diferente. A falta ataca-se com compromisso — alguma coisa que faça a pessoa aparecer ou avisar. O cancelamento em cima da hora ataca-se com uma lista de quem queria entrar mais cedo, que é trabalho teu e de mais ninguém.

Porque é que as pessoas faltam

Quase nunca é má-fé. Marcar é grátis e desmarcar dá trabalho: é preciso ligar e dar uma desculpa a uma pessoa real. Entre não ir e telefonar a dizer que não vai, muita gente escolhe simplesmente não ir.

Depois há o esquecimento, e há a distância: do lado de fora não se vê que aquela meia hora ficou reservada e que o negócio pagou o dia na mesma. Ninguém desiste de um lugar que não sabe que estava guardado.

Três coisas que reduzem as faltas

Por ordem de esforço, não de eficácia. As duas primeiras não precisam de software nenhum.

  1. Passo 1 · Esforço: uma tarde, uma vez

    Escreve a política, e diz-la antes

    Não é software, é uma frase: «avisa-me com esta antecedência e remarcamos sem problema». Escrita onde se marca, repetida no email de confirmação, e afixada na loja.

    Muda pouco a quem já avisa e muda muito a quem nunca pensou no assunto — que é a maioria.

    É a medida mais barata que existe e a mais adiada, porque não parece nada. Custa decidir o número e escrevê-lo.

  2. Passo 2 · Esforço: diário, ou zero se for automático

    Lembra a marcação antes da hora

    Quem se lembra tem hipótese de desmarcar; quem se esquece não tem. Muita falta é só isso — uma marcação combinada há três semanas e nada pelo meio.

    À mão, o telefonema na véspera é o método mais eficaz que existe, e vale a pena dizê-lo: obriga a pessoa a responder, coisa que nenhum aviso automático faz. Só que custa tempo todos os dias, e é a primeira coisa a cair numa semana cheia.

    Automatizado custa zero minutos por dia e apanha o esquecimento, que é a causa mais comum. O que não apanha é quem já decidiu não ir.

  3. Passo 3 · Esforço: uma decisão, e depois nenhum

    Pede um sinal

    É a única das três que não depende de ninguém se lembrar de nada. Quem deixou dinheiro num lugar aparece, e quem não pode aparecer desmarca a tempo de o reaver.

    Não tem de ser o valor todo nem em todos os serviços: costuma bastar nos horários disputados e nos serviços longos.

    A objeção é sempre a mesma — «vou perder clientes». Alguns perdes. A conta a fazer é se o que perdes assim vale menos do que o número que te apareceu aqui em cima.

    Cobrar ao balcão, em dinheiro, também é um sinal e é perfeitamente legítimo. Só não resolve este problema: quem não aparece também não passou pelo balcão para pagar.

O que a MarcaAí faz — e o que não faz

As três. A antecedência mínima para o cliente mexer na marcação é tua, e é uma regra só para ele — se fores tu a cancelar, ele recebe sempre o dinheiro de volta. O lembrete sai por email ao cliente, por omissão um no dia anterior e outro poucas horas antes. O sinal é cobrado no momento de marcar, com valor fixo, percentagem do serviço, ou por pessoa quando é uma reserva de mesa.

O dinheiro do sinal vai direto para a tua conta Stripe: não levamos comissão por marcação. O que não é zero são as taxas de processamento da Stripe, que saem de quem recebe — dizemos-to aqui e não no extrato. O que pagas à MarcaAí é a mensalidade do plano, e está toda em preços.

O mecanismo está explicado em como funciona o sinal, o que o teu cliente vê está em o fluxo do cliente, e as dúvidas que travam a decisão — se isto é legal em Portugal, o que acontece ao sinal quando alguém cancela — estão nas perguntas frequentes.

E o que não faz: nada disto faz aparecer quem já decidiu não ir. Uma política, um aviso e um sinal reduzem as faltas — não as eliminam, e desconfia de quem te disser o contrário. A pergunta útil não é «como acabo com isto», é «vale a pena o que me está a custar».

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