Marcações para ginásios

Para a parte do teu ginásio que não é livre-trânsito: o que precisa de um profissional e de uma hora com nome.

O ginásio já funciona sem agenda — e é isso que confunde a escolha

Quem tem sala de musculação vive de mensalidades e de portas abertas. O sócio entra quando lhe dá jeito, treina, sai, e ninguém precisa de saber com antecedência que ele vinha. Vender-te uma agenda para isso seria vender-te um problema que não tens.

Só que dentro dessa casa há um segundo negócio, mais pequeno e muito mais caro à hora: a avaliação física, a montagem do plano, a sessão de acompanhamento na sala, a consulta de nutrição, a massagem depois do treino. Essas têm uma pessoa do outro lado e um bloco de tempo que fica fechado a toda a gente.

E é aí que a coisa se desarruma. Marca-se ao balcão num papel, confirma-se por mensagem, o técnico anota no telemóvel dele, e ninguém tem a lista toda. Quando duas pessoas ficam com a mesma hora, quem descobre é o sócio que se deslocou de propósito.

O que vale a pena pôr no catálogo, e o que fica de fora

A regra é simples: entra o que ocupa uma pessoa concreta durante um período concreto. Avaliação inicial, reavaliação trimestral, revisão de plano, sessão de acompanhamento, aconselhamento alimentar, recuperação. Cada uma com a sua duração, e a duração é o que decide de quanto em quanto tempo a hora seguinte aparece.

Fica de fora o acesso à sala. Não há bilhete de entrada nem contagem de quem está lá dentro — a mensalidade continua a ser tua e a resolver-se onde já se resolve, e o cartão de sócio não passa por aqui.

E fica de fora, hoje, a aula com lugares contados. Está escrito mais abaixo com todas as letras, porque é a diferença entre uma ferramenta que serve e uma promessa que rebenta na primeira terça-feira cheia.

Cada técnico com o seu horário, e a casa por cima

Defines o horário de cada pessoa da equipa, e defines também o horário da casa. Os dois somam-se: quem não tem horas próprias herda as da casa, e quem tem as suas fica com as duas coisas disponíveis. As ausências são por pessoa — férias, um curso, uma manhã fora —, e desaparecem da página sem tocares em mais nada.

O catálogo de serviços, esse, é da casa inteira. Não existe uma ligação entre um técnico e os serviços que ele faz: qualquer pessoa ativa pode ser escolhida para qualquer coisa que esteja no catálogo. Se tens alguém que só faz avaliações e mais nada, isso hoje não se exprime — é um limite, e vale a pena saberes dele antes de configurares.

A volta que costuma resolver é usar a janela horária do próprio serviço. Cada serviço pode abrir só numa faixa do dia — as avaliações só das nove ao meio-dia, por exemplo — e o slot tem de caber inteiro lá dentro, portanto a última entrada é o fim da janela menos a duração. Não é a mesma coisa que separar por pessoa, mas arruma metade dos casos.

A sala fechada, a máquina única, e o que a capacidade faz mesmo

Se o acompanhamento é numa sala à parte, ou se depende de um aparelho que só tens um, isso representa-se: crias o recurso e ligas o serviço a ele. A partir daí uma marcação só acontece quando há a pessoa e o sítio ao mesmo tempo, e não uma coisa ou a outra.

Quando tens várias unidades iguais — três marquesas, dois aparelhos do mesmo modelo —, não crias três linhas: crias uma com a quantidade certa. A quantidade é o número de marcações que aguentam ao mesmo tempo naquele recurso, e é isso que a agenda conta antes de oferecer a hora.

Um recurso desligado tira as horas ao serviço que dependia dele, e tira-as de imediato. É o gesto certo quando a máquina foi para assistência: em vez de andares a cancelar marcações à mão, o serviço deixa de ter horas até a ligares outra vez.

A aula das dezanove: o que hoje não fazemos

Uma aula de grupo com lugares contados não se representa neste produto. A razão é de raiz: a nossa unidade de reserva é o tempo de um profissional, e a base de dados impede duas marcações vivas em cima da mesma pessoa à mesma hora. Ao segundo inscrito na aula das dezanove, a hora deixava de aparecer aos restantes.

A quantidade dos recursos existe e funciona, mas resolve outra pergunta — quantas marcações cabem naquela sala ou naquele aparelho — e nunca pode alargar a agenda do professor. As duas condições verificam-se juntas, e a mais apertada é a que manda.

Se as aulas são o teu movimento principal, a lotação delas continua onde está hoje e a MarcaAí serve-te para o resto da casa. Vale mais dizer-to já do que deixar-te configurar uma coisa que falha à frente dos teus sócios.

A falta de um sócio custa diferente da falta de um estranho

Quem já paga mensalidade e não aparece a uma avaliação não te deve dinheiro — deve-te uma hora que ficou fechada a outra pessoa. Pedir-lhe um sinal para vir a uma coisa que a mensalidade dele já pagou soa a multa, e num sócio antigo isso lê-se mal.

A conta muda quando o marcador é alguém de fora: a aula experimental, a avaliação de quem ainda não é sócio, a sessão avulsa vendida a quem não tem plano. Aí o sinal é o que separa quem tenciona vir de quem clicou por curiosidade, e como ele é por serviço, ligas onde faz sentido e deixas o resto sem nada.

Para quem não aparece nem avisa, marcas a falta no painel e o sinal fica contigo. É um gesto teu, nunca automático — o sistema não sabe se a pessoa telefonou, se ficou doente, ou se está à porta a tentar entrar.

Como configurar o sinal num ginásio

A configuração que costuma resultar é ligar o sinal apenas nos serviços vendidos a quem ainda não é sócio, e deixar a zero tudo o que a mensalidade já cobre. Um valor fixo entende-se melhor do que uma percentagem quando o serviço é curto e o preço redondo.

Isto é uma recomendação de configuração, e não uma média de setor — não publicamos números que não medimos. O dinheiro entra na tua conta Stripe no momento da marcação, sem comissão nossa por marcação; as taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como em qualquer terminal.

Durações por onde começar

Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.

Avaliação física inicial
60 min
Reavaliação
30 min
Revisão do plano de treino
30 min
Sessão de acompanhamento na sala
45 min
Aconselhamento alimentar
45 min

Perguntas de quem tem ginásio

Dá para controlar quem entra na sala de musculação?

Não, e não é para isso. A MarcaAí trata de horas com nome e com uma pessoa do outro lado. O acesso à sala e as mensalidades continuam a resolver-se onde se resolvem hoje.

Posso abrir as avaliações só de manhã?

Podes. Cada serviço tem a sua faixa horária, independente do horário geral da casa. Guarda uma coisa: o bloco tem de caber inteiro dentro dela, portanto uma avaliação de uma hora numa faixa que fecha ao meio-dia tem a última entrada às onze.

E se o meu técnico faltar a meio da semana?

Marcas a ausência dele e as horas desaparecem da página nesse instante. As marcações que já existiam continuam de pé: cancelá-las é uma decisão tua, e quando és tu a cancelar o cliente recebe sempre o dinheiro de volta.

Os meus sócios têm de criar conta?

Não. Abrem o link no telemóvel, escolhem a hora e marcam. Não há aplicação para instalar nem palavra-passe para inventar, e quem marca recebe a confirmação por email — e um aviso antes da hora, se tu quiseres.

Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: personal trainer, pilates, yoga, crossfit e natação.

A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.