Marcações para quem vai a casa do cliente
Esta é a página de quem carrega o serviço no carro — e de quem já percebeu que uma agenda desenhada para um salão não serve para isso.
Quem trabalha assim e não tem um nome próprio
Alguns ofícios que vão a casa têm página aqui ao lado: limpezas, canalização, eletricidade, pequenas reparações, jardins, explicações. Esta é para os outros — a esteticista que leva a maca, a massagista, o cabeleireiro que vai a lares e a casamentos, quem toma conta de alguém umas horas por dia, quem instala e afina equipamento na sala de outra pessoa.
O que junta gente tão diferente não é o ofício: é a direção da viagem. Quem marca contigo dá-te uma morada em vez de a receber, e isso muda o que a agenda tem de saber, o que o cliente tem de escrever e o que pode correr mal antes de o trabalho começar.
É também por isso que aqui cada profissão não é um produto diferente. O que muda o comportamento é seres tu a deslocar-te; o ofício descreve-se no nome do serviço, que escreves como te apetecer.
Uma marcação com morada é outra marcação
Num salão, marcar precisa de um serviço, uma hora e um nome. Contigo são mais duas coisas: a morada onde o trabalho acontece e o código postal. Os dois são obrigatórios e o pedido é recusado sem eles, em vez de te aparecer meio preenchido na véspera.
E a morada fica na marcação, não na ficha do cliente. A mesma pessoa manda-te a casa dela numa semana e a casa da mãe na seguinte, e as duas coisas têm de caber sem ninguém andar a corrigir fichas antigas.
Depois há um campo que parece menor e não é: as notas de acesso, que a pessoa escreve quando marca. Portão azul ao fundo da rua, terceiro esquerdo sem elevador, o código da porta, o cão que ladra e não morde. É a diferença entre entrares e ficares dez minutos ao telefone no passeio.
A tua morada deixa de ser um detalhe da montra
Num salão a morada do negócio é informação, e quem não a preenche trabalha na mesma. Em domicílio ela é a origem da viagem: sem origem não há nada para medir, e a página passaria a prometer ir a casa sem saber de onde parte.
Por isso a tua página pública não abre sem ela. A verificação diz o que falta, pela ordem em que se resolve — um serviço ativo, alguém que o execute, horário definido, e depois a morada. É a única exigência do produto que existe só para este eixo, e não se aplica a mais ninguém.
Também escolhes até onde vais, em quilómetros. Quem mora mais longe não chega a ver horas: a recusa acontece antes de existir marcação, e não numa conversa difícil no dia seguinte. Nasce sem limite nenhum, porque um limite por omissão faria toda a gente recusar tudo.
A viagem custa, e pode passar a estar na conta
A deslocação tem configuração própria: cobras por quilómetro ou por minuto, dizes quantas unidades vão de graça antes de a conta começar, e podes pôr um teto acima do qual não sobe mais. Não cobrar nada também é uma escolha, e é assim que tudo nasce.
O valor é calculado quando a marcação nasce e fica congelado nela. Mudares a tarifa amanhã não muda o que foi dito a quem já marcou, e esse mesmo número aparece à parte, separado do preço do serviço, em vez de somado a um total que ninguém sabe de onde vem.
Duas consequências antes de ligares isto. Se o teu sinal for uma percentagem, ela passa a incidir sobre o serviço mais a viagem, portanto quem mora longe adianta mais. E poder cobrar a deslocação depende do plano — o que cada um inclui está na página de preços.
O que isto não decide por ti
A folga da viagem é medida da tua morada até ao trabalho, sempre a partir da mesma origem. Não é a distância entre o trabalho das dez e o das onze: o produto sabe quanto te custa chegar lá, não sabe que já andavas por perto.
A ordem dos trabalhos continua a ser tua. A agenda evita que te marquem duas coisas coladas sem folga nenhuma, e isso faz bem; desenhar o dia pela cidade fora, juntando o que fica no mesmo bairro, continua a ser cabeça tua.
E o telefone não desaparece. Quem te liga continua a ligar, e essa visita marcas tu para a hora ficar ocupada. A página é mais uma porta de entrada, e não a substituição das que já tens.
Como configurar o sinal em serviços ao domicílio
Quando és tu a deslocar-te, uma falta custa o tempo do trabalho e a viagem — e é a viagem que nunca se recupera. Por isso um sinal costuma fazer sentido aqui até em serviços baratos: aparecer já te custou dinheiro antes de tocares à campainha.
O que costuma resultar é um valor fixo pequeno, mais ou menos do tamanho da deslocação, em vez de uma percentagem do serviço. Lê-se pelo que é: o cliente está a garantir a viagem, e não a adiantar parte do trabalho.
É uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor. O sinal vai direto para a tua conta Stripe, sem comissão nossa por marcação — as taxas de processamento do cartão saem de quem recebe, como em qualquer terminal.
Durações por onde começar
Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.
- Serviço curto em casa do cliente
- 45 min
- Sessão de uma hora ao domicílio
- 60 min
- Primeira visita, com avaliação
- 30 min
- Meia manhã em casa do cliente
- 180 min
Perguntas de quem trabalha em casa dos clientes
Atendo no meu espaço e também vou a casa. Dá para os dois?
O eixo é do negócio inteiro e não de cada serviço: ou as marcações pedem morada, ou não pedem. Quem faz mesmo as duas coisas resolve isso com dois negócios na mesma conta, e quantos cabem em cada plano está na página de preços. Misturar os dois comportamentos numa agenda só não é possível, e preferimos dizê-lo já.
O cliente tem mesmo de escrever a morada antes de marcar?
Tem, e o pedido é recusado sem ela. Parece atrito e é o contrário: a alternativa é receberes uma marcação sem saber onde é, e ires atrás dela ao telefone antes de poderes contar com a hora.
E se ele se enganar no código postal?
A marcação não avança, e a razão é dita com precisão: um código postal que não existe não diz o mesmo que uma morada fora da tua área. Falha fechada, de propósito — aceitar o que não se consegue medir era mandar-te para um sítio que talvez nem exista.
Trabalho sozinho, com um carro. Isto serve-me?
É o caso mais simples que há: um profissional, um horário, e a folga da viagem a impedir horas coladas. As ausências marcam-se à parte e nesses dias a tua página deixa de mostrar horas, sem tu teres de te lembrar de nada.
Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: limpezas, canalizador, eletricista, reparações e jardinagem.
A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.