Reservas de mesa para restaurantes
O cliente diz quantas pessoas são e a que horas — o sistema encontra a mesa, junta duas se for preciso e cobra o sinal. Sem ninguém a atender o telefone a meio do serviço.

A mesa de seis que ninguém avisou
Uma sala não se esvazia por igual. O que dói não é a mesa de dois que falha às sete e meia — essa ainda se dá a alguém. Dói a de seis, à sexta, às oito e meia, reservada há uma semana e libertada tarde demais para ser aproveitada. Foram seis pessoas, foi a compra que se fez a pensar nelas, e era a única mesa grande que tinhas.
O que costuma tapar isto é o telefone e o caderno ao pé da caixa. As reservas chegam a meio do serviço, quem atende tem as mãos ocupadas, e o número de pessoas fica escrito à pressa ao lado de um nome. Quando o grupo chega e são oito e não seis, quem resolve é quem está a servir — com o grupo à porta e a sala cheia.
E há a parte que não se vê: as reservas que nunca chegaram a existir porque ninguém atendeu às sete e um quarto. Uma casa não perde só o que falha; perde também o que não conseguiu marcar.
O cliente diz quantas pessoas são, e o sistema junta as mesas
É esta a diferença de fundo entre reservar uma mesa e marcar o tempo de alguém, e é ela que muda o produto inteiro. Uma reserva não ocupa a agenda de um empregado — ocupa lugares na tua sala. Por isso a primeira pergunta da tua página não é «com quem» nem «que serviço»: é quantas pessoas são, e só depois aparecem as horas que servem esse número.
A sala descreve-se por classes e não mesa a mesa: «mesa de 2», «mesa de 4», «mesa de 6», e quantas tens de cada. São três ou quatro linhas para uma casa inteira — é isso que faz da configuração uma tarde e não uma semana.
Quando um grupo não cabe numa mesa só, o sistema junta: até três mesas, escolhendo a combinação com menos mesas e, dentro dessas, a que deixa menos lugares vazios. Um grupo de oito numa casa com mesas de seis e de dois entra como seis mais dois, e nunca como dois mais dois mais quatro. É a conta que o chefe de sala faz de cabeça, feita antes de o cliente carregar em confirmar.
E quando não dá, a página distingue duas coisas que são mesmo diferentes. «Não temos mesa para um grupo deste tamanho» é sobre a casa que tens, e manda telefonar. «A essa hora não há, escolha outra» é sobre aquele sábado, e manda escolher outro horário. Uma mensagem só para os dois casos mandava metade das pessoas fazer a coisa errada.
O horário é o da casa, e os turnos são dois
Não tens de inventar uma agenda por empregado para pôr a sala a receber reservas. Num negócio de mesa o horário que conta é o do estabelecimento: abres, fechas, e é isso. Nenhuma reserva vai buscar a agenda de uma pessoa, e não há horários individuais nem folgas de equipa para manter atualizados — a única coisa que continua a ser pedida é uma pessoa responsável ativa na conta antes de publicares a página, e normalmente essa pessoa és tu.
Os turnos fazem-se com duas janelas no mesmo dia — 12:00 às 15:00 e 19:00 às 23:00. Entre elas a página não oferece nada, porque a casa está fechada. Isso não é uma regra que tenhas de escrever à parte: é o teu horário a dizer a verdade.
E cada serviço pode ter a sua própria janela horária. Um «Almoço» com janela das 12:00 às 15:00 só se reserva ali dentro, mesmo que a casa fique aberta a seguir. Há uma consequência que vale mais saber do que descobrir: a reserva tem de caber inteira na janela, portanto um almoço de 90 minutos numa janela que fecha às 15:00 tem a última entrada às 13:30. Quem quiser receber às 14:30 alarga a janela até às 16:00.
O ritmo da cozinha
Uma sala com mesas livres às 20:00 não é a mesma coisa que uma cozinha capaz de as servir às 20:00. Se nada limitar, a página oferece a casa inteira à hora de ponta e o serviço parte-se — não por falta de mesas, mas por excesso de pratos ao mesmo tempo.
Por isso podes definir um máximo de pessoas a começar em cada quarto de hora. Conta pessoas e não reservas, e é essa a única forma de isto servir para alguma coisa: duas mesas de seis doem mais à tua cozinha do que três de dois, e um limite por número de reservas deixava passar exatamente o caso que dói.
Os quartos de hora são vagas certas — a das 20:00, a das 20:15 —, que é como uma cozinha pensa. Quando uma vaga enche, aquela hora deixa de aparecer na página e a seguinte continua lá. Nasce desligado: enquanto não puseres um número, a tua sala continua a oferecer tudo o que tiver livre.
O sinal por pessoa, e a janela de cancelamento
Um restaurante não sabe quanto vai faturar antes de servir — sabe quantas pessoas reservou. É por isso que aqui o sinal pode ser por pessoa, e não uma percentagem de um preço que ainda não existe. Dez euros numa mesa de oito não dissuadem ninguém; dez euros por pessoa são oitenta, e são oitenta que fazem o grupo aparecer, ou pelo menos avisar.
A percentagem e o valor fixo continuam a existir, e há casas onde são a escolha certa — um menu de degustação com preço fechado é uma delas. Seja qual for a forma, o que o cliente vê antes de escolher a hora é o que vai pagar; não há surpresa no fim.
E um sinal só é um compromisso se não puder ser desfeito à última hora. Podes definir uma janela de cancelamento: cancelar dentro dela não devolve o sinal. Nasce desligada, e enquanto estiver desligada cancelar devolve sempre — que é o comportamento de quem ainda não decidiu nada. A janela vale para quem reservou e nunca para ti: se fores tu a desmarcar, o cliente recebe o dinheiro de volta na mesma.
O dinheiro entra na tua conta Stripe no momento da reserva. A MarcaAí não leva comissão nenhuma por reserva — as taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como em qualquer terminal.
Como configurar o sinal num restaurante
A configuração que costuma resultar aqui é um valor por pessoa, pequeno e igual em todos os serviços, com uma janela de cancelamento de algumas horas. O valor por pessoa é o único que cresce com o tamanho do grupo — e é o grupo grande que te custa dinheiro quando falha.
Se a tua casa vive de almoços rápidos e mesas de dois, a conversa é outra: ali o sinal afasta mais do que segura, e podes deixá-lo desligado e usar a página só para organizar a sala.
Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor — não publicamos médias que não medimos. Defines o valor que quiseres, e mudas quando quiseres.
Durações por onde começar
Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.
- Almoço
- 90 min
- Jantar
- 120 min
- Jantar de grupo (8 ou mais)
- 150 min
- Menu de degustação
- 180 min
Perguntas de quem tem restaurante
Tenho de montar horários para toda a equipa?
Não. Numa reserva de mesa o horário que conta é o da casa e a ocupação é a das mesas — nenhuma reserva consulta a agenda de um empregado, e não tens de manter horas nem folgas de ninguém. Para publicar a página continua a ser preciso pelo menos uma pessoa ativa na conta, e é uma linha só: normalmente tu.
Tenho doze mesas de quatro. Tenho de as criar uma a uma?
Não. Descreves uma classe — «mesa de 4» — e dizes quantas tens: uma linha para as doze. O mesmo para as de dois e as de seis. E uma mesa não entra no limite dos recursos que conta salas e cabines: os planos contam-na em lugares, que é outra quota. Vês o que cada um inclui na página de preços.
E quem entra sem reserva?
Entra como sempre entrou. A página é mais uma porta, não a única. O que ela te dá é a sala já parcialmente conhecida antes de abrires — e lanças na agenda o grupo que apareceu, para esses lugares deixarem de ser oferecidos online.
Um grupo de doze cabe?
Depende das tuas mesas. O sistema junta até três, portanto doze entram se três classes tuas somarem doze — quatro mais quatro mais quatro, por exemplo. Se não somarem, a página não finge que sim: diz ao cliente para telefonar, que é exatamente o que tu farias.
O cliente é avisado antes de vir?
Recebe a confirmação por email na hora e depois um aviso por email antes da reserva — 24 horas e 2 horas antes por omissão, e essas antecedências mudam-se no teu negócio. Do teu lado podes receber notificações no browser quando entra uma reserva nova.
Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: café, bar e bar de vinhos.
A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.