Marcações para clínicas dentárias

Numa clínica dentária o que se marca raramente é uma hora — é a primeira de várias. É aí que a agenda tem de te ajudar, e é aí que a maioria delas te deixa sozinho.

A cadeira, e não o médico, é o que costuma acabar primeiro

Uma clínica dentária tem duas contagens a decorrer ao mesmo tempo. Há as pessoas — quem trata, quem faz higiene, quem assiste — e há as cadeiras, que são poucas, caras e não se multiplicam por haver mais gente disponível. Uma agenda que só conheça a primeira contagem aceita três consultas às dez da manhã numa clínica com duas cadeiras.

Na MarcaAí as cadeiras são recursos, com ocupação própria e independente de quem trabalha. Três cadeiras iguais não são três coisas separadas: são um recurso com capacidade três. Marcas o número, e o motor aceita três marcações em paralelo e recusa a quarta, sem que tenhas de baptizar cada uma nem decidir qual é qual no momento de marcar.

Quando um serviço exige mais do que a cadeira — o aparelho de imagem, a sala fechada —, ligas os dois ao serviço, e a regra entre eles é «e», nunca «ou»: aquela consulta só se marca quando a pessoa, a cadeira e o aparelho estiverem livres à mesma hora. E se puseres um recurso exigido fora de serviço, o serviço deixa de ter horas em vez de continuar a oferecê-las — o que é a escolha certa, e é também a primeira coisa a verificar no dia em que um serviço aparecer sem vagas nenhumas.

O tratamento tem seis sessões, e o produto marca uma de cada vez

Isto é o limite mais importante desta página, e é melhor sabê-lo antes de montar a clínica aqui do que descobri-lo à terceira semana. Uma marcação pública leva um serviço e uma hora. Não há forma de o teu doente escolher, de uma vez, as seis sessões do plano que combinaste com ele: cada uma é uma marcação, feita à vez.

O que existe é o outro caminho, e na prática é o que uma clínica usa: as sessões seguintes marcam-se no painel, por ti ou por quem está na receção, enquanto a pessoa ainda está à tua frente. Aí escolhes o profissional, o serviço e a hora, e o doente sai com as datas combinadas em vez de ficar de telefonar. Cada uma dessas marcações passa a viver na agenda como qualquer outra.

A página pública fica então para o que ela faz melhor: a primeira consulta de quem nunca cá veio, a urgência que quer saber se há vaga amanhã, e a higiene que se repete e que ninguém quer telefonar a marcar. As duas entradas convivem, e nenhuma delas obriga a que alguém atenda o telefone a meio de um tratamento.

A higienista e o médico dentista, no registo, são dois nomes

Vale a pena dizer isto com clareza, porque é a expectativa que mais depressa se forma e não corresponde ao produto: não existe hoje forma de dizer que um serviço só pode ser feito por determinado profissional. Quem estiver ativo pode ser escolhido para qualquer serviço do catálogo, e o registo de cada pessoa é um nome e pouco mais — não tem cargo, nem especialidade, nem uma lista de tratamentos que lhe pertençam.

O que separa de facto é o horário. Se a higienista trabalha às segundas e quartas e tu trabalhas todos os dias, quem escolher uma consulta de higiene numa terça vê as horas de quem está a essa hora. É uma ferramenta mais grosseira do que uma regra, e não finge ser outra coisa — mas numa clínica pequena chega, porque as agendas raramente se sobrepõem por acaso.

O intervalo entre doentes é tempo, e conta

Entre uma consulta e a seguinte há coisas que não são consulta nenhuma e mesmo assim ocupam a cadeira: desinfetar, arrumar, preparar o que vem a seguir. Uma agenda que encoste os blocos uns aos outros produz um dia que só funciona no papel, e a primeira consulta atrasada arrasta as sete seguintes.

Cada serviço pode declarar uma folga a seguir, em minutos, e o motor reserva-a: ninguém consegue marcar em cima do intervalo, nem na página pública nem no painel. É por serviço e não pela clínica toda, o que interessa aqui — uma consulta de rotina e uma intervenção longa não deixam para trás o mesmo trabalho. Vale a pena montar essa folga com o dia real à frente, e não com o tempo teórico de cada tratamento.

O que fica de fora, e é de propósito

A MarcaAí é a agenda e, se o quiseres, o pagamento do sinal. Não é ficha de doente, não guarda nada sobre tratamentos e não tem onde o fazer: para marcar uma hora precisamos de saber quem marca, para que serviço e quando. O que registas sobre cada pessoa continua exatamente onde está hoje.

Sobre os dados de quem marca, a regra é simples de dizer e não a resumimos aqui: quem manda neles é a clínica, e nós tratamo-los por conta dela. Os limites disso estão escritos nos dois documentos que existem para isso, em marcaai.pt/privacidade e em marcaai.pt/dpa.

E o teu preçário é teu. Não vendemos nada ao teu doente, não temos opinião sobre quanto cobras, e o dinheiro do sinal vai direto para a tua conta Stripe no momento da marcação. A MarcaAí não leva comissão por marcação — as taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como em qualquer terminal.

Como configurar o sinal numa clínica dentária

O sinal define-se serviço a serviço, e é isso que torna esta decisão fácil aqui. A consulta de avaliação de quem nunca veio é a que mais falta — é gratuita ou barata em muitas clínicas, e não custa nada a quem marca e desiste — e é aí que um valor fixo pequeno faz mais diferença do que em qualquer outro sítio do catálogo.

Nos tratamentos longos, que fecham uma cadeira durante uma hora ou mais, uma percentagem acompanha melhor a diferença entre um tratamento curto e um que ocupa a manhã. E há serviços onde o sinal não é para ali de todo — a consulta de seguimento de quem já está a meio de um plano, por exemplo, em que a relação já existe e o atrito não compensa.

Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor — não publicamos médias que não medimos. Defines o que quiseres, serviço a serviço, e mudas quando quiseres. Cobrar sinal online depende do plano, e é na página de preços que isso está.

Durações por onde começar

Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.

Consulta de avaliação
30 min
Destartarização
45 min
Consulta de seguimento
20 min
Tratamento longo
90 min

Perguntas de quem tem clínica dentária

Consigo marcar as seis sessões de um plano de uma só vez?

Pela página pública não: cada marcação leva um serviço e uma hora. Marcas as seguintes no painel, com a pessoa ainda à tua frente, escolhendo o profissional e a hora de cada uma. Ficam todas na agenda e cada uma tem o seu link.

Tenho três cadeiras. Crio três agendas?

Não. Crias um recurso com capacidade três, e a agenda aceita três consultas em simultâneo e recusa a quarta. Só crias recursos separados quando são mesmo coisas diferentes — a cadeira e o aparelho de imagem, por exemplo, porque os serviços que os exigem não são os mesmos.

Posso impedir que marquem uma higiene comigo em vez da higienista?

Hoje não há forma de prender um serviço a um profissional: quem está ativo pode ser escolhido para qualquer serviço. O que separa é o horário de cada pessoa e o nome que lhe dás — e é assim que as clínicas o resolvem enquanto essa regra não existir.

E o tempo de desinfetar entre doentes?

Declara-o como folga a seguir ao serviço, em minutos. O motor reserva esse tempo e ninguém consegue marcar em cima dele, nem na página nem no painel. É por serviço, portanto uma rotina e uma intervenção longa podem ter folgas diferentes.

Como fecho uma tarde para uma formação?

Marcas uma ausência nesse intervalo, para a clínica toda ou só para um profissional. As horas saem da página nesse instante e o horário da semana fica intacto — na semana seguinte está tudo como estava, sem teres de repor nada.

Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: fisioterapia, nutrição, psicologia, terapia da fala e podologia.

A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.