Marcações para canalizadores
Metade do teu trabalho não se marca de véspera. Esta página é sobre a outra metade, aquela que hoje te interrompe no meio de um trabalho.
O que uma agenda online não faz por um canalizador
Comecemos pelo que não é. Uma casa com água a escorrer pelo teto não vai a uma página escolher a quinta-feira às onze: telefona, e telefona a quem atende. Uma ferramenta que finja o contrário está a vender-te uma coisa que o teu telemóvel desmente na primeira noite.
A MarcaAí não faz despacho de urgências, não distribui chamadas e não tem lista de espera. Se o teu negócio é só emergência, o que precisas é de um telemóvel com bateria, e não vale a pena pagares por mais nada.
Só que quase nenhum canalizador vive apenas disso. Há as substituições combinadas, as revisões anuais, a torneira que goteja há três meses, a máquina que chega na sexta e alguém tem de ligar. Isso marca-se — e é isso que hoje te apanha debaixo de um lava-loiça.
Essa metade combinada é a que uma página resolve inteira: quem quer marcar vê as horas que tens mesmo livres, escolhe uma, escreve a morada e fica com a coisa fechada, à hora a que se lembrou do assunto — que é quase sempre à noite, depois do jantar, quando ninguém te vai ligar.
Guardar a manhã para o que ainda não aconteceu
A peça certa para isso é a janela horária de cada serviço. Um serviço com janela das 14:00 às 18:00 só oferece tardes, e a manhã fica inteira para o que entrar por telefone — sem teres de recusar nada nem de fechar a agenda à mão todos os dias.
A regra tem um detalhe que se sente no dia a dia: o trabalho tem de caber inteiro na janela. Num serviço de duas horas com a janela a fechar às 18:00, a última hora oferecida é as 16:00. É aritmética simples, e é o que impede uma marcação que tu já sabias que não acabava a tempo.
A antecedência mínima faz a outra metade do trabalho: se ninguém puder marcar para daqui a menos de umas horas, deixas de descobrir às oito da manhã que tens um trabalho às oito e meia do outro lado da cidade.
O orçamento é um serviço, e não um favor
Muito do que te pedem começa numa visita para ver. É uma visita curta, custa-te a estrada, e é onde se perde mais tempo — porque é a mais fácil de desmarcar e a que ninguém trata como um compromisso a sério.
Pô-la no catálogo como serviço próprio, com meia hora e um valor, muda a conversa. Deixa de ser um favor que se cancela por mensagem e passa a ser uma marcação como as outras, com hora, morada e notas de acesso.
É também o serviço onde um sinal pequeno trabalha melhor. Não é para ganhares dinheiro com a visita: é para quem pediu orçamento a três canalizadores ao mesmo tempo ter de escolher um antes de quinta-feira.
A morada, a área servida e a viagem
Cada marcação traz morada e código postal obrigatórios, e as notas de acesso levam o resto: o prédio sem campainha, a torneira de segurança que fica na garagem, o vizinho que guarda a chave. É o que evita chegares lá e não poderes trabalhar.
Defines até quantos quilómetros te deslocas, e quem estiver para lá disso não chega a ver horas. A viagem é medida entre códigos postais, a partir da morada do teu negócio, e essa folga entra na agenda para não te encaixarem dois trabalhos colados.
A deslocação pode ser cobrada por quilómetro ou por minuto, com unidades livres antes de a conta começar e um teto no fim. O valor fica congelado na marcação: quem marcou hoje paga o que lhe foi dito hoje, mesmo que amanhã mudes a tarifa.
Quem não abre a porta
A falta que te dói não é a hora vazia — é teres feito vinte quilómetros para bater a uma porta fechada. É por isso que aqui o sinal se justifica em trabalhos onde noutro ofício não se justificaria.
Quando alguém não aparece, marcas a falta e o sinal fica contigo. É um gesto teu e não automático: o sistema não sabe se a pessoa te telefonou a dizer que ficou presa no trabalho, e essa decisão não devia ser dele.
Para quem desmarca a tempo existe a janela de cancelamento, e ela é do cliente. Se fores tu a cancelar, porque uma urgência te comeu a tarde, o cliente recebe sempre o dinheiro de volta, seja qual for a antecedência.
Como configurar o sinal em canalização
A configuração que costuma resultar é um valor fixo, igual em todos os serviços e do tamanho aproximado da tua deslocação — e não uma percentagem, porque o preço final de um trabalho de canalização quase nunca é conhecido no momento em que se marca.
Uma percentagem sobre um preço estimado é uma promessa que depois tens de desfazer à frente do cliente. Um valor fixo diz o que é: está a reservar-se uma hora e uma viagem.
São recomendações de configuração e não estatísticas de setor. O sinal entra direto na tua conta Stripe e não levamos comissão por marcação, embora as taxas do cartão saiam de quem recebe.
Durações por onde começar
Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.
- Visita de diagnóstico
- 30 min
- Substituição de torneira
- 60 min
- Instalação de máquina de lavar
- 60 min
- Substituição de autoclismo
- 90 min
Perguntas de quem anda com a carrinha
E as urgências, entram na agenda?
Entram depois, por ti. Atendes o telefone como sempre atendeste e marcas o trabalho para a hora ficar ocupada — o que impede que alguém marque por cima dela enquanto estás com as mãos na obra. É o único hábito que muda: o que ficou combinado ao telefone tem de ir para a agenda, ou a agenda deixa de dizer a verdade sobre o teu dia.
Não sei quanto tempo demora até ver o problema.
Ninguém sabe. Por isso a duração no catálogo é uma reserva de tempo e não uma promessa ao cliente: mais vale um serviço de uma hora que às vezes acaba em quarenta minutos do que o contrário, que te empurra o dia inteiro para a frente.
Posso ter serviços que não aparecem na minha página?
Podes desativar um serviço e ele deixa de ser oferecido a quem visita a página, continuando a existir para tu marcares na agenda. É a forma simples de teres no catálogo os trabalhos que só aceitas depois de falar com a pessoa.
Trabalho com um ajudante que às vezes vai sozinho.
Cada um tem o seu horário e as suas ausências, e quem marca escolhe a pessoa ou deixa o sistema escolher a primeira com vaga. O que não há é ligar serviços a pessoas: qualquer profissional ativo pode ser escolhido para qualquer serviço do catálogo.
Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: ao domicílio, limpezas, eletricista, reparações e jardinagem.
A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.