Marcações para eletricistas

Se o teu dia tem mais instalações combinadas do que chamadas a correr, esta agenda serve para a parte que se planeia — que é quase toda.

O teu trabalho não cabe todo numa hora

Uma tomada nova é meia hora. Um quadro elétrico é uma manhã. Uma obra é uma semana em que apareces três vezes. A agenda serve muito bem as duas primeiras e não serve a terceira — e é melhor saberes onde está essa fronteira antes de a encontrares sozinho num sábado.

Um trabalho de meio dia representa-se como um serviço longo: a duração que puseres é o bloco que fica ocupado, e nesse período ninguém consegue marcar por cima. Um trabalho de vários dias não é uma marcação — são as marcações que fizeres em cada dia, e o produto não as liga entre si.

Não há fases, não há dependências, não há obra com outros ofícios lá dentro. Isto é uma agenda de marcações e não um gestor de obra; a partir do momento em que o trabalho tem etapas, o que ele pede é uma folha e um telefonema ao pedreiro.

Marcar com um mês de antecedência

É a diferença mais visível entre o teu dia e o de quem repara canalizações a correr. Boa parte do que fazes é combinada muito antes: a casa que fica pronta em outubro, a loja que abre depois das obras, o carregador do carro elétrico que chega daqui a três semanas.

Isso muda o que interessa numa agenda. O que te protege não é travar marcações à última hora — é ela mostrar hoje o que já está prometido para daqui a um mês, incluindo as ausências que marcaste em janeiro para as férias de agosto.

São as ausências que evitam o pior erro de um calendário longo: prometer uma segunda-feira que já não existe. Marcam-se por pessoa, as horas desaparecem da página nesse período, e deixas de ter de te lembrar delas de cada vez que alguém pergunta.

E é isto que muda a conversa com quem constrói: em vez de dizeres que se vê mais perto da data, dizes um dia e uma hora que ficam guardados. Quem coordena uma obra prefere um compromisso a uma disponibilidade, e é o que passas a poder dar.

A visita para orçamentar, e o que ela custa

Antes de um trabalho grande há sempre uma ida ver o que está lá. É curta, é gratuita na cabeça de quem a pede, e é ela que te come uma tarde por semana em deslocações que ainda não são trabalho nenhum.

Pô-la no catálogo com duração própria já resolve metade do problema, e a distância máxima resolve a outra: deixas de fazer trinta quilómetros para ver uma coisa que não ias aceitar. Quem mora fora da tua área não chega sequer a ver horas.

A deslocação, aqui, pode ser cobrada por quilómetro, com os primeiros a valer zero para quem é do teu lado da cidade, e com um teto opcional — o que importa quando o trabalho é longe e grande, porque a partir de certa distância o quilómetro deixa de contar.

Material adiantado é um sinal com outra forma

Aqui há uma razão para pedir dinheiro adiantado que a maior parte dos ofícios não tem: para muitos trabalhos compras material antes de os fazer, e se o cliente desistir ficas com ele em casa e com a fatura paga.

É o caso em que uma percentagem faz mais sentido do que um valor fixo, porque o que se está a cobrir cresce com o tamanho do trabalho. Se também cobrares deslocação, conta com uma consequência: a percentagem passa a incidir sobre o serviço mais a viagem.

E há um limite honesto. O sinal é uma parte adiantada do serviço, não uma conta de material — se o que compras vale muito mais do que faz sentido pedir adiantado, isso resolve-se numa conversa com o cliente e não numa configuração.

A casa, a chave e o quadro do prédio

Cada marcação traz morada e código postal, e sem eles não avança. As notas de acesso são onde entra o que decide mesmo o teu dia: se a obra já tem contador, se a chave está com o vizinho, se há andaimes, se alguém tem autorização para desligar o quadro do prédio.

A viagem é medida a partir da morada do teu negócio até ao código postal do trabalho, e essa folga fica reservada antes e depois. Serve para não te marcarem duas coisas coladas; não substitui olhares para o mapa antes de dizeres que sim a uma obra do outro lado do concelho.

O que entra por telefone continua a entrar. Marcares tu essa visita na agenda é o gesto que evita a marcação em cima — e é a única coisa que muda no teu hábito de trabalho.

Como configurar o sinal em trabalhos de eletricidade

A configuração que costuma resultar é uma percentagem nos serviços longos, onde há material comprado e um dia inteiro em jogo, e nada nos trabalhos curtos, que se substituem com um telefonema na véspera.

Vale a pena olhar para a janela de cancelamento antes de olhar para o valor: num trabalho marcado para daqui a três semanas, um cancelamento com dois dias de aviso ainda se preenche; um cancelamento na véspera não se preenche nunca.

São sugestões de configuração e não médias de setor — não medimos setores, e não publicamos números que não medimos.

Durações por onde começar

Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.

Visita para orçamento
30 min
Substituição de tomadas e interruptores
60 min
Instalação de quadro elétrico
240 min
Montagem de luminárias
90 min

Perguntas de quem faz instalações elétricas

Um trabalho de três dias, como é que se põe?

Como três marcações, uma por dia, com o tempo que vais lá estar em cada uma. Não existe trabalho com várias sessões ligadas entre si, e é melhor dizê-lo do que deixar-te construir uma marcação de três dias que ocupa o fim de semana pelo meio.

Posso bloquear uma semana inteira?

Podes, com uma ausência. É por pessoa, apaga as horas da página nesse período, e é o que se usa para férias, formação ou uma obra que já te ocupa os dias todos sem estar marcada serviço a serviço.

O cliente pode escolher-me a mim e não ao meu colega?

Pode escolher a pessoa ou deixar em aberto e ficar com quem tiver vaga primeiro. O horário e as ausências são de cada um; o catálogo é da casa, e qualquer profissional ativo pode ser escolhido para qualquer serviço dele.

Cobro deslocação a partir de certa distância. Dá?

Dá: dizes quantos quilómetros vão de graça, quanto custa cada um a partir daí, e um teto se quiseres. Poder cobrar a viagem é uma capacidade que depende do plano, e o que cada um inclui está na página de preços.

Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: ao domicílio, limpezas, canalizador, reparações e jardinagem.

A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.