Marcações para escolas de condução
Uma aula precisa de duas coisas livres ao mesmo tempo: um instrutor e uma viatura. É o exemplo mais direto do que esta agenda faz de diferente.
A agenda que tem de dizer sim duas vezes
Quase todos os negócios com marcações têm uma só dimensão de ocupação: a pessoa que atende. Numa escola de condução há duas, e são independentes. O instrutor pode estar livre às três da tarde e não haver viatura nenhuma disponível; pode haver viaturas paradas e não haver ninguém para as conduzir. Uma agenda que só olhe para as pessoas aceita as duas situações e dá o problema a quem está ao balcão.
Na MarcaAí a aula só aparece na página quando as duas respostas são sim. As viaturas entram como recursos com ocupação própria, o serviço declara que precisa delas, e a hora só é oferecida quando há instrutor livre e viatura livre. Não é uma alternativa entre as duas coisas: é uma conjunção, e é ela que impede a marcação impossível de sequer aparecer.
O efeito prático é que a agenda deixa de precisar de alguém que saiba de cor quantos carros há. Passa a estar escrito no sítio onde a decisão é tomada.
Viaturas iguais contam-se; viaturas diferentes separam-se
Três viaturas equivalentes não são três agendas. São uma linha com três unidades, e a quarta aula à mesma hora deixa de ser possível — que é exatamente a regra que existe no parque. Escrever uma linha por matrícula não daria nada em troca: o produto conta unidades ocupadas, não atribui a viatura concreta.
Quando as viaturas não são equivalentes, a conta é outra. Uma caixa automática e uma caixa manual não se substituem uma à outra, e por isso não pertencem à mesma linha: são duas classes, e a forma de as separar na página é ter um serviço por cada, para que quem marca escolha logo o que vai conduzir.
Tirar uma viatura de circulação faz-se pelo número de unidades: com uma na oficina, a linha passa a ter menos uma e as horas desaparecem sozinhas para quem já não cabe. Uma classe inteira desativada tira todas as horas dos serviços que dependem dela — é a forma de fechar as aulas de um tipo de viatura sem tocar no resto.
Cada instrutor com o seu horário e as suas ausências
O horário é por pessoa e não pela escola: um instrutor que só dá aulas de manhã, outro que trabalha ao sábado, outro que entra às duas. Quem quiser continuar com o mesmo instrutor escolhe-o e vê apenas as horas dele; quem não tem preferência escolhe qualquer um e fica com o primeiro que tenha vaga.
As ausências vivem à parte do horário, e é assim que devem viver: umas férias, uma manhã de formação ou uma baixa não reescrevem o horário de sempre — tiram as horas daqueles dias e o horário volta sozinho.
⚠️ E há um limite que preferimos dizer nós: não se prende um instrutor a uma viatura. O produto verifica que há uma pessoa livre e que há uma viatura livre, não que sejam aquele par. Se na tua escola cada instrutor anda sempre no mesmo carro, a agenda não sabe disso, e quem faz a atribuição final continuas a ser tu. Também não existe ligação entre profissional e serviço: qualquer instrutor ativo pode ser escolhido para qualquer aula do catálogo.
Muitas aulas, curtas, e sempre com as mesmas pessoas
Uma escola não vive de marcações raras. Vive de dezenas de blocos por semana, quase todos do mesmo tamanho, com alunos que voltam durante meses. É um perfil que castiga sobretudo duas coisas: a marcação a três vozes — telefone, balcão, mensagem — e a falta comunicada tarde de mais para dar a hora a outro aluno.
A primeira resolve-se por a página ser o sítio onde a hora fica presa no instante em que é escolhida. Um aluno que marque à meia-noite ocupa a mesma vaga que ocuparia se telefonasse, e não há segunda lista para conciliar de manhã.
Para a segunda existe a janela de cancelamento: defines com quantos minutos de antecedência é que cancelar deixa de devolver o sinal. Nasce desligada e ligá-la é uma decisão tua. Aqui costuma bastar pouco — uma hora de aula que se liberte com um dia de aviso ainda se dá a outro aluno da lista.
⚠️ A janela vale para quem marcou e nunca para ti: se a aula for desmarcada pela escola, o aluno recebe sempre o dinheiro de volta. E para quem não aparece nem avisa, marcas a falta no painel e o sinal fica contigo — é um gesto teu e não automático.
O sinal, numa casa onde muitas vezes já está tudo pago
Aqui o sinal tem um problema de fundo que outras verticais não têm: o aluno costuma já ter pago antes de marcar a primeira aula. Cobrar de novo no momento de marcar é pedir dinheiro por algo que já tem — e é a maneira mais rápida de tornar a página inútil, porque o aluno volta ao telefone.
Por isso vale mais dizer o contrário do que se diria a um estúdio: numa escola de condução o sinal pode muito bem ficar desligado, e a página continua a valer pela agenda. O que segura a hora não é o pagamento — é a hora estar presa e a falta ter consequência conhecida.
Se ainda assim quiseres um compromisso ao marcar, o que costuma funcionar é um valor fixo e pequeno, igual em todas as aulas, e não uma percentagem: um número redondo lê-se de imediato e uma percentagem de uma aula dá um valor estranho. Podes ligá-lo só nas aulas mais compridas e deixar as outras sem nada.
Quando cobras, o dinheiro entra na tua conta Stripe no momento da marcação. A MarcaAí não leva comissão nenhuma por marcação — as taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como em qualquer terminal.
O que a MarcaAí não é
Não é um sistema de gestão de frota: não sabe onde estão as viaturas, não guarda quilómetros nem manutenções, e não faz a atribuição física do carro à aula.
Não é o teu processo de aluno. O que aqui vive é a ficha de contacto de quem marca e o histórico das marcações — o resto continua onde está hoje.
E não substitui o balcão. Quem preferir marcar ao telefone continua a marcar ao telefone, e essa aula entra na agenda pela tua mão para a hora deixar de ser oferecida online.
Como configurar o sinal numa escola de condução
A recomendação honesta é começares sem sinal nenhum e usares a página pela agenda. Num sítio onde o aluno já pagou, um pedido de cartão a meio da marcação afasta mais do que segura.
O instrumento que serve mesmo o teu problema é outro: uma janela de cancelamento curta, para as desistências chegarem a tempo de a hora ser reaproveitada, e a falta marcada quando ninguém aparece.
Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor — não publicamos médias que não medimos. Defines o valor que quiseres, e mudas quando quiseres.
Durações por onde começar
Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.
- Aula de condução
- 60 min
- Aula dupla
- 120 min
- Aula de manobras
- 45 min
- Aula em autoestrada
- 90 min
- Aula de revisão
- 60 min
Perguntas de quem tem escola de condução
Tenho quatro viaturas e seis instrutores. Isso entra como?
Os instrutores entram como pessoas, cada um com o seu horário. As viaturas entram como recurso: se as quatro forem equivalentes, é uma linha com quatro unidades. A partir daí a página só oferece uma hora quando sobra um instrutor e sobra uma viatura.
Uma viatura foi para a oficina esta semana. Como é que a tiro?
Baixas o número de unidades dessa linha enquanto ela lá estiver, e as horas que já não cabem deixam de aparecer. O que não existe é apontar uma matrícula concreta e dizer «esta, nestes dias» — o produto conta unidades, não identifica cada viatura.
Consigo garantir que um instrutor anda sempre na mesma viatura?
Não. A agenda garante que há pessoa e há viatura à mesma hora, não que sejam aquele par. Se essa regra é importante na tua escola, ela continua a ser tua — e vale a pena saberes isso antes e não depois.
O aluno tem de instalar alguma coisa para marcar?
Não. Abre o link no telemóvel como abre qualquer página, escolhe a aula, o instrutor e a hora, e marca. Não há aplicação, não há conta para criar, não há palavra-passe.
O aluno é avisado antes da aula?
Recebe a confirmação por email na hora e depois um aviso por email antes da aula — 24 horas e 2 horas antes por omissão, e essas antecedências mudam-se no teu negócio. Do teu lado podes receber notificações no browser quando entra uma marcação nova.
Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: coworking, estúdio de fotografia, explicações, espaço para eventos e banhos e tosquias.
A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.