Marcações para centros de explicações
As explicações acontecem no teu centro, em salas que se partilham, e quem marca quase nunca é quem se senta na cadeira. As duas coisas mudam a forma de configurar isto.
A hora é sempre a mesma, e mesmo assim tem de ser marcada
Um centro de estudos vive de repetição: a mesma pessoa, à mesma hora, no mesmo dia da semana, de setembro a junho. Parece o caso mais fácil que uma agenda podia ter, e é ao contrário — ninguém marca nada e toda a gente conta com a hora.
⚠️ Aqui vale mais dizermos o limite do que deixar-te descobri-lo: uma marcação não se copia sozinha para a semana seguinte. Não há repetição automática, não há série anual. Cada terça-feira das seis é uma marcação, e alguém tem de a criar — tu, em lote, no painel; ou o próprio aluno, na página.
A leitura útil disto é escolheres o que queres que a página faça. Muitos centros deixam o horário fixo onde ele já está — na cabeça de toda a gente — e usam a página só para o que é irregular: a hora de reposição, o apoio antes de um teste, o aluno novo que aparece a meio do ano. É aí que a marcação por telefone custa mesmo tempo, e é aí que ela pára.
A sala partilhada, e o que ela conta mesmo
Num centro de explicações raramente há uma sala por explicador. Há duas ou três salas, mesas partilhadas, e o que limita quantos atendimentos cabem às seis da tarde é o espaço tanto como as pessoas.
Isso exprime-se com recursos: uma sala com três lugares de trabalho é uma linha com três unidades, e à quarta marcação simultânea deixa de haver sítio. Um serviço declara de que sala precisa, e a hora só é oferecida quando há explicador e sala ao mesmo tempo. Se a sala pequena estiver ocupada por uma reunião, desativa-la e as horas que dependiam dela desaparecem sozinhas.
⚠️ E há uma coisa que esta contagem não é: não é uma turma. Cada marcação ocupa um explicador; três marcações à mesma hora na mesma sala são três explicadores com três alunos, e não um explicador com três alunos à frente. Se o teu modelo é a turma fixa de seis com um professor, isso não é uma marcação neste produto — e é honesto dizê-lo antes de configurares tudo à espera do contrário. O que a página serve bem é o apoio individual e as horas avulsas, que é onde o telefone toca.
Quem marca, quem paga e quem tem a aula são três pessoas
Esta é a diferença mais fácil de ignorar e a que dá mais chatices depois. Quem escolhe a hora é normalmente o encarregado de educação; quem se senta na cadeira é o aluno; e quem tem de ser avisado é o primeiro, não o segundo.
O produto trata isso da forma simples: a ficha é de quem marca, e é para o contacto dessa pessoa que vai a confirmação e o aviso antes da hora. O nome de quem tem a aula escreve-se nas notas da marcação — é um campo livre, e é lá que também costuma ficar o ano e a disciplina.
Não há aqui uma ficha de aluno com histórico escolar, e não é para isso que servimos: o que fica registado é quem marcou, o quê, quando e o que pagou.
O calendário letivo não é o calendário de um salão
Um centro de estudos tem picos que se veem a quilómetros: as semanas de testes enchem-se e as pausas esvaziam-se. Como o horário é por pessoa, cada explicador pode abrir mais horas nas semanas em que se pode e menos nas outras, sem que ninguém reescreva a agenda da casa.
As interrupções fazem-se como folgas e não apagando horários: fechas a pausa do Natal ou a semana de férias de um explicador, as horas desaparecem da página nesses dias e o horário de sempre volta sozinho a seguir. Quem já tinha marcado dentro dessa pausa continua marcado, e é a ti que cabe falar com essas pessoas.
E cada serviço pode ter a sua janela horária. Se o apoio ao estudo só faz sentido depois das aulas, uma janela das 17:00 às 20:00 chega para isso — e o bloco tem de caber inteiro lá dentro, portanto uma hora e meia numa janela que fecha às 20:00 tem a última entrada às 18:30.
O sinal, e as horas que se compram de uma vez
Num centro onde quase toda a gente paga por mês, cobrar um sinal por cada hora marcada é pedir dinheiro duas vezes pela mesma coisa. Por isso o sinal costuma ficar desligado no que é habitual — e a página continua a valer inteira, porque o que ela resolve aqui é a agenda e não a cobrança.
Onde ele faz sentido é no que é avulso: o aluno que não é do centro e marca duas horas antes de um teste, ou a explicação intensiva de véspera. Aí um valor fixo e pequeno por marcação faz com que a hora deixe de ser gratuita para quem não vem, sem tocar em quem já paga mensalidade.
Para as horas compradas em bloco existe o pacote de sessões: registas a compra de dez explicações e cada aula que concluis desconta uma. O saldo não é um número escrito à mão — é o que a compra tinha menos o que já foi usado. A venda é feita por ti, na tua conta; a página não vende pacotes ao aluno, e a funcionalidade depende do plano, que vês em /precos.
Quando há sinal, a janela de cancelamento é o que o torna sério: dentro dela, cancelar deixa de devolver. Nasce desligada. ⚠️ E vale para quem marcou e nunca para ti — se fores tu a desmarcar a hora, o dinheiro volta sempre. Para quem não aparece nem avisa, marcas a falta no painel e o sinal fica contigo.
O dinheiro entra na tua conta Stripe no momento da marcação. A MarcaAí não leva comissão nenhuma por marcação — as taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como em qualquer terminal.
Como configurar o sinal num centro de explicações
A configuração que costuma resultar é sem sinal nas horas de quem já é do centro e um valor fixo baixo só nos serviços avulsos, onde quem marca ainda não tem nenhuma ligação contigo.
Se o que te dói são as desistências de véspera nas semanas de testes, o instrumento certo não é subir o valor: é uma janela de cancelamento de um dia, para a hora libertada ainda poder ser dada a outro aluno que ande à procura dela.
Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor — não publicamos médias que não medimos. Defines o valor que quiseres, e mudas quando quiseres.
Durações por onde começar
Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.
- Explicação individual
- 60 min
- Apoio ao estudo
- 90 min
- Preparação intensiva
- 120 min
- Hora de reposição
- 60 min
- Primeira conversa de diagnóstico
- 30 min
Perguntas de quem tem um centro de explicações
Consigo deixar marcada a mesma hora todas as semanas até junho?
Não de uma só vez: não existe repetição automática, e cada semana é uma marcação. Ou as crias em lote no painel, ou deixas o horário fixo fora da página e usas a agenda online para as reposições e para quem é novo.
Tenho uma turma de seis com um explicador. Como é que isso entra?
Não entra bem, e preferimos dizê-lo: uma marcação ocupa um explicador, portanto seis alunos à mesma hora com a mesma pessoa não são seis marcações. Uma sala com seis lugares serve para seis atendimentos simultâneos com seis explicadores, que é outra coisa. Para turmas fixas, a inscrição continua a ser feita como a fazes hoje.
Quem recebe o aviso: o pai ou o aluno?
Quem marcou. O contacto que fica na marcação é o de quem escolheu a hora, e é para lá que vai a confirmação e o aviso antes da explicação — 24 horas e 2 horas antes por omissão, e essas antecedências mudam-se no teu negócio. O nome do aluno costuma viver nas notas da marcação.
Cada explicador pode ter horas diferentes?
Pode, e é assim que costuma funcionar: o horário e as ausências são mesmo por pessoa. O que não existe é uma ligação entre explicador e disciplina — qualquer pessoa ativa pode ser escolhida para qualquer serviço do catálogo, e essa correspondência continua a ser tua.
E as pausas letivas?
Fecham-se como folgas, no centro inteiro ou por pessoa, e as horas somem da página nesses dias sem que o horário normal se perca. Quem já tinha marcado dentro da pausa continua marcado — desmarcar é uma decisão tua e não do sistema.
Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: coworking, estúdio de fotografia, escola de condução, espaço para eventos e banhos e tosquias.
A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.