Marcações para explicadores ao domicílio

Dás aulas em casa dos alunos, à mesma hora todas as semanas. Esta página é sobre o que isso pede a uma agenda, e sobre o que ela ainda não faz.

Quem marca não é quem tem a aula

É a particularidade que te separa de todos os outros ofícios que vão a casa. Quem escolhe a hora, escreve a morada, recebe os avisos por email e paga é o pai ou a mãe; quem está à mesa na quinta-feira às cinco é um miúdo de catorze anos.

No produto há uma pessoa por marcação, e é a que marcou. É o email dela que fica registado e é para ela que seguem os avisos — o que, neste caso, é precisamente o que se quer: quem tem de se lembrar da aula é quem a pagou.

O nome do aluno vive onde vive o resto do contexto útil: nas notas da marcação, ao lado da morada e do andar. Se dás explicações a dois irmãos, é aí que se distingue de quem é a aula de hoje sem criar duas fichas.

A mesma hora, todas as semanas, até junho

Um explicador não vive de aulas avulsas: vive de uma grelha que fecha em setembro e dura até junho. Terça às cinco é do João, quinta às seis é da Matilde, e a agenda serve sobretudo para proteger esses lugares de quem chega depois.

E aqui está o limite, dito à frente: não existem marcações repetidas. Não há forma de escrever todas as terças às cinco até junho — cada aula é uma marcação, criada uma a uma, por ti na agenda ou pelo encarregado na tua página.

Quem tem a grelha cheia costuma marcar um período de cada vez, no fim de uma aula, com a pessoa à frente. É um gesto manual e não fingimos que não é; o que a página faz bem é o outro lado — mostrar as horas que ainda tens livres a quem as procura em setembro.

Vender o período em vez de vender a aula

Há uma forma de tratar o dinheiro que assenta neste ritmo: os pacotes de sessões. Vendes um conjunto de aulas, o saldo desconta à medida que as concluis, e cada aula deixa de ser um pagamento e uma conversa sobre pagamentos.

Para um encarregado, isso é falar de dinheiro uma vez por período em vez de doze vezes por trimestre; para ti, é a diferença entre cobrar e ser pago. O saldo é calculado a partir do que foi vendido e do que já foi consumido, e não um número que alguém acerta à mão.

O pacote resolve o dinheiro e não resolve o calendário: as aulas continuam a ser marcadas uma de cada vez. É a mesma limitação da secção anterior, vista do lado da carteira.

A aula que não acontece

Uma hora perdida numa quinta-feira às cinco não se vende a mais ninguém: quem quer explicações àquela hora já tem explicador desde outubro. É o oposto de um serviço que se substitui, e por isso a conversa sobre faltas aqui é diferente.

A janela de cancelamento define a partir de quando desmarcar deixa de devolver o dinheiro, e é do cliente. Num ofício em que a hora não se revende, um prazo de véspera é razoável; uma semana costuma ser mais do que o necessário, porque uma criança adoece na própria manhã.

Quando ninguém abre a porta, marcas a falta e o valor fica contigo. É um gesto teu: um telefonema a avisar que a camioneta da escola se atrasou não é a mesma coisa que uma falta, e o sistema não sabe distinguir as duas coisas.

A viagem entre alunos

Dás uma aula às cinco e outra às seis e meia, em casas diferentes. Entre as duas há trânsito à hora do fim das aulas, e é isso que decide se a grelha é possível — não a duração das aulas em si.

A agenda reserva uma folga de viagem à volta de cada aula, medida entre códigos postais a partir da morada do teu negócio. Convém saberes o que isto é e o que não é: mede o caminho desde a tua base, e não o caminho entre a casa de um aluno e a do seguinte.

Quem dá aulas seguidas na mesma tarde costuma resolver isso pondo a viagem dentro da duração da aula — uma hora de explicação declarada com uma hora e um quarto — e fica com uma grelha que aguenta uma quinta-feira à tarde sem se desfazer.

Como configurar o sinal em explicações ao domicílio

Aqui há uma configuração melhor do que o sinal: vender o pacote de aulas e marcar contra o saldo. Quem já pagou o período não precisa de adiantar nada por aula, e a proteção contra faltas ficou tratada na origem.

Se preferires cobrar aula a aula, um valor fixo pequeno chega, e é preferível a uma percentagem: o preço de uma hora de explicação é baixo, e uma percentagem dele dá um número que não segura hora nenhuma.

É uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor: não temos médias de setor e não as inventamos para vender melhor.

Durações por onde começar

Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.

Aula individual de uma hora
60 min
Aula individual de hora e meia
90 min
Primeira sessão, com diagnóstico
45 min
Preparação intensiva para exame
120 min

Perguntas de quem dá explicações em casa dos alunos

Marco o ano letivo inteiro de uma vez?

Não há como criar uma série de aulas a partir de uma regra. Cada aula é uma marcação, e quem tem a grelha fixa costuma marcá-las por períodos, no fim de uma aula, com o encarregado à frente. Preferimos dizer-to agora a deixar-te descobrir em setembro.

Dou aula a dois irmãos ao mesmo tempo. Conta como uma?

Conta como uma marcação, porque ocupa uma hora tua numa casa. Quem são os alunos escreve-se nas notas; e se o preço de uma aula partilhada for outro, isso é um serviço diferente no catálogo, com o seu valor e a sua duração.

O encarregado quer mudar a hora quase todas as semanas.

A página mostra o que está livre e ele marca aí — o que muda é deixar de haver mensagens a perguntar se podes na terça. As horas que já tens ocupadas não aparecem a ninguém, portanto ninguém te pede o que não existe.

Também recebo alunos em minha casa. E agora?

São dois comportamentos e o produto escolhe um por negócio: ou a marcação pede morada porque vais tu, ou não pede porque o aluno vem ter contigo. Quem faz mesmo as duas coisas costuma separar em dois negócios na mesma conta — quantos cabem em cada plano está na página de preços.

Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: ao domicílio, limpezas, canalizador, eletricista e reparações.

A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.