Marcações para lavandarias
Numa lavandaria há dois momentos — deixar e vir buscar — e só o primeiro é uma marcação. Vale a pena começar por aí, porque muda o que faz sentido configurar.
Dois momentos, e só um cabe numa agenda
O cliente entra, deixa a roupa, vai-se embora. Dois dias depois volta para a levantar. São dois momentos separados por um trabalho que não é atendimento nenhum — e é essa a razão pela qual uma agenda de marcações encaixa em metade desta loja e não na outra metade.
A entrega marca-se bem: é uma hora, é uma pessoa ao balcão, é uma coisa que pode encher-se e esgotar-se. O levantamento não é uma marcação neste produto, e não fingimos que é: ninguém precisa de escolher um horário para ir buscar um saco, e transformar isso numa segunda marcação encheria a tua agenda de linhas que não representam trabalho nenhum.
A consequência prática é a que interessa: o que aparece na tua agenda é quem vem entregar, não o estado do que está cá dentro. A fila de trabalho da lavandaria continua onde está — nas etiquetas, no balcão, no teu sistema de sempre.
A agenda bloqueia o balcão, não a máquina
É a confusão mais fácil de fazer aqui, e custa caro. Uma marcação ocupa exatamente o tempo que a marcação dura — nem mais um minuto. Se registas uma entrega de dez minutos, é o balcão que fica ocupado dez minutos, e não a máquina que vai trabalhar duas horas a seguir.
Não há forma de dizer «este atendimento demora dez minutos mas prende um equipamento durante duas horas». Ou a marcação dura o que o equipamento dura — e nesse caso estás a fechar o balcão durante todo esse tempo, o que não queres —, ou o equipamento simplesmente não entra na conta da disponibilidade.
Para o serviço ao balcão, a resposta certa é a segunda: não ligues as máquinas à agenda. O que a agenda deve limitar é quantas entregas conseguem ser atendidas na mesma meia hora, e isso mede-se em pessoas ao balcão e não em tambores.
No autosserviço é o contrário — e aí encaixa por inteiro
Se a tua lavandaria é de autosserviço, a marcação passa a ser exatamente o que o produto sabe fazer: o cliente vem usar uma máquina durante um ciclo, e a máquina é o que se reserva.
Máquinas iguais contam-se numa linha só: seis tambores de oito quilos são um recurso com seis unidades, e a sétima reserva à mesma hora deixa de ser possível. Tamanhos diferentes são linhas diferentes, com um serviço por cada, porque não se substituem. A duração do serviço é o ciclo, e a hora só é oferecida enquanto sobrar uma máquina.
Uma máquina avariada tira-se baixando as unidades dessa linha, e as horas que já não cabem desaparecem sozinhas da página. É a mesma ideia da loja física, escrita no sítio onde as reservas são aceites.
As entregas concentram-se, e é isso que a janela resolve
Uma lavandaria não recebe roupa ao ritmo constante do dia. Recebe às nove, à hora de almoço e às sete da tarde, e o resto do tempo é trabalho. Uma agenda que ofereça as onze e quarenta e cinco da manhã como se fosse igual às outras está a convidar alguém a interromper-te no pior momento.
Cada serviço pode ter a sua janela horária: entregas de peças delicadas só entre as 09:00 e as 12:00, por exemplo, e o resto do dia continua a ser de quem entra pela porta. E a janela é literal — o atendimento tem de caber inteiro lá dentro, portanto um serviço de trinta minutos numa janela que fecha ao meio-dia tem a última entrada às 11:30.
Se preferires não abrir hora nenhuma e usar a página só como montra — morada, horário, o que fazes e a que preços —, isso também é uma configuração legítima, e muitas lavandarias de bairro não precisam de mais do que isso.
O que a MarcaAí não te vai dizer
⚠️ Não existe um aviso de «a sua roupa está pronta». Os avisos automáticos que o produto envia são sobre a marcação: a confirmação no momento e o lembrete antes da hora, por email. Concluir o trabalho no painel não manda nada a ninguém. Se a tua promessa ao cliente é avisá-lo quando o serviço fica pronto, esse continua a ser um telefonema teu.
Também não há prazo de entrega nem estado do artigo. A MarcaAí não sabe o que está no saco, não conta peças e não segue uma etiqueta pela loja. É uma agenda com pagamento, e não um sistema de gestão de lavandaria.
E se o teu negócio for sobretudo recolher e entregar em casa das pessoas, esta não é a página certa nem o tipo certo: o catálogo tem tipos de negócio que acontecem em casa do cliente, e neles o produto comporta-se de outra maneira — pede a morada de quem marca e conta com o tempo da deslocação.
O sinal, num sítio onde a garantia é a própria roupa
Aqui há uma razão simples para o sinal quase nunca ser preciso: a roupa fica contigo. Quem deixa um saco de peças em tua casa já deu a melhor garantia que existe de que volta — e pedir-lhe dinheiro adiantado por cima disso é fricção sem contrapartida.
A exceção é estreita: os trabalhos que começam antes de te pagarem e que já não se desfazem. Um tapete grande, uns cortinados, um vestido que vai ocupar-te uma tarde de trabalho manual. Aí um sinal — fixo e pequeno, ou uma percentagem no caso das peças caras — cobre a hipótese de o cliente desaparecer com o trabalho já feito.
E liga-o só nesses serviços. Quem vem deixar dois quilos de roupa branca nunca chega a ver um pedido de cartão; quem marca a limpeza do tapete vê. É a mesma página, com duas conversas diferentes.
Quando cobras, o dinheiro entra na tua conta Stripe no momento da marcação. A MarcaAí não leva comissão nenhuma por marcação — as taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como em qualquer terminal.
Como configurar o sinal numa lavandaria
A recomendação honesta é não ligares sinal nenhum no serviço corrente. A roupa entregue já é o compromisso, e um pedido de pagamento antes de a receberes só afasta quem ia entrar.
Guarda-o para os trabalhos demorados e caros, onde o esforço acontece antes de haver dinheiro em cima da mesa — e mesmo aí, um valor que cubra o teu tempo é melhor do que um valor que pareça um depósito.
Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor — não publicamos médias que não medimos. Defines o valor que quiseres, e mudas quando quiseres.
Durações por onde começar
Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.
- Entrega ao balcão
- 10 min
- Entrega de peças delicadas
- 20 min
- Ciclo de máquina (autosserviço)
- 60 min
- Ciclo de secagem
- 45 min
- Limpeza de tapete
- 30 min
Perguntas de quem tem lavandaria
O cliente consegue marcar hora para vir buscar a roupa?
Não como uma segunda marcação ligada à primeira, porque isso não existe. Se quiseres mesmo horas de levantamento, terias de criar um serviço à parte e o cliente marcaria como marca qualquer outro — mas na maioria das lojas isso enche a agenda de linhas que não representam trabalho.
Consigo impedir que entrem mais entregas do que aquilo que consigo lavar num dia?
Consegues limitar quantas cabem em cada hora, através da duração de cada atendimento e do horário que abres. O que não existe é um limite diário de carga: a agenda conta tempo ao balcão, não quilos de roupa.
Sou de autosserviço. Isto serve?
Serve, e é onde encaixa melhor. As máquinas entram como recursos com o número de unidades que tens, a duração do serviço é o ciclo, e uma hora só aparece enquanto houver máquina livre. Uma avaria resolve-se baixando as unidades dessa linha.
O cliente é avisado de alguma coisa?
Recebe a confirmação por email na hora e um aviso por email antes da entrega — 24 horas e 2 horas antes por omissão, e essas antecedências mudam-se no teu negócio. Não recebe nada quando o trabalho fica pronto: isso não existe hoje.
E quem passa à porta sem marcação?
Continua a entrar como sempre, e deve continuar. A página é mais uma porta e não a única — o que ela te tira são as marcações combinadas ao telefone a meio de um atendimento.
Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: coworking, estúdio de fotografia, escola de condução, explicações e espaço para eventos.
A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.