Marcações para psicólogos
A tua agenda não se enche de pessoas diferentes — enche-se das mesmas pessoas, sempre à mesma hora. Uma agenda pública tem de perceber isso antes de servir para alguma coisa.
A hora das quintas às cinco não é um horário: é um acordo
Este é o formato de trabalho mais comum aqui, e é também o que menos se parece com o que as agendas online costumam assumir. A pessoa não anda a procurar horas: já tem uma, combinada contigo, e o que precisa é que ela continue a ser dela na semana seguinte, na outra e na de daqui a três meses.
Convém dizer já o limite: não existe marcação recorrente. Nada aqui repete uma marcação todas as semanas nem deixa uma série agendada de uma só vez. Se isso é o coração do teu trabalho, é a primeira coisa a saber sobre este produto — e a última que descobririas por ti se ninguém a escrevesse.
O que existe é o painel, e na prática é o que se usa. Marcas as semanas seguintes à mão, escolhendo o profissional, o serviço e a hora de cada uma, e as consultas passam a viver na agenda como qualquer outra. É trabalho repetitivo, é honesto dizê-lo, e é a diferença entre um produto que finge ter uma regra e um que te diz onde é que ela não está.
A hora reservada que ninguém pode ver como livre
Há uma consequência disso que interessa mais do que o incómodo de marcar à mão: enquanto uma hora não estiver marcada, ela está livre para toda a gente. Se a quinta às cinco é de alguém há oito meses e tu só a marcas semana a semana, qualquer pessoa que entre na tua página a uma segunda pode ficar com ela.
Há duas formas de resolver isso e as duas existem. A primeira é marcar com folga: em vez de uma semana de cada vez, marcas o mês ou o trimestre inteiro de uma assentada, e a hora deixa de estar disponível para mais ninguém durante esse período. A segunda é a ausência: um intervalo bloqueado, para ti ou para a casa toda, que tira aquelas horas da página sem lhes chamar consulta.
A ausência é a ferramenta certa para o que não é consulta e mesmo assim é teu: supervisão, a manhã de escrita, o intervalo entre pessoas que não se pode encolher. Marcas o intervalo e as horas saem da página nesse instante, sem tocar no horário da semana — que continua lá quando o levantares.
A falta aqui é quase toda do mesmo tipo
Noutras casas, quem falta esqueceu-se. Aqui, muitas vezes, quem falta lembrou-se perfeitamente — e não quis vir. Isso muda o que se pode esperar de um aviso automático: o email da véspera resolve a metade distraída e não toca na outra, e um produto que te vendesse a ideia contrária estaria a vender-te uma coisa que não tem.
O que a agenda pode fazer é dar-te uma saída limpa em vez de uma conversa. Cada marcação leva um link seguro para quem a fez, e por ele a pessoa cancela ou escolhe outra hora sem te telefonar. Numa relação em que desmarcar já custa alguma coisa a quem desmarca, tirar-lhe a chamada é o que faz a diferença entre uma hora libertada com dois dias e uma cadeira vazia sem aviso nenhum.
Para o resto há dois mecanismos, e não são o mesmo. A janela de cancelamento decide, em minutos, a partir de quando é que cancelar deixa de devolver o sinal; nasce a zero, ou seja, desligada. E quem não aparece nem avisa é marcado como falta no painel, um gesto teu e não automático — o sinal fica contigo, e a marcação fica registada como o que foi.
Há uma assimetria deliberada nisto: a janela é do cliente. Se fores tu a cancelar a consulta, a pessoa recebe o dinheiro de volta, faltem duas semanas ou duas horas. Não há forma de ficares com o sinal de uma consulta que foste tu a desmarcar.
O que o formulário pergunta, e o que não devia perguntar
Para marcar, a página pede um nome, um telemóvel e um email. Mais nada é obrigatório. Há um campo de notas livre, e é sobre ele que vale a pena parares um segundo antes de o rotular: o texto que puseres por cima dele é o que decide o que as pessoas lá escrevem.
Um campo chamado «Motivo da consulta» convida a que alguém escreva, numa página aberta na internet e no telemóvel de quem está no autocarro, uma coisa que só diria numa sala fechada. Um campo chamado «Algo que queiras que eu saiba antes» recebe o que é útil e não convida ao resto. A escolha da etiqueta é tua e não temos como a fazer por ti — mas é uma escolha, e não um detalhe.
Sobre os dados que passam por aqui, a regra é a que já conheces: quem manda neles és tu, e nós tratamo-los por tua conta. Os limites disso estão escritos em marcaai.pt/privacidade e em marcaai.pt/dpa. Não os resumimos nesta página de propósito — é o género de assunto em que um resumo comercial vale menos do que o texto, e onde um resumo errado custa mais do que a falta dele.
O que a MarcaAí não é
É a agenda e, se o quiseres, o pagamento. Não é processo, não guarda nada sobre o que se passa na consulta e não tem onde o guardar: para marcar uma hora precisamos de saber quem marca, para que serviço e quando. Tudo o que registas sobre o teu trabalho continua exatamente onde está hoje.
Os preços são teus e não temos opinião sobre eles. O dinheiro do sinal vai direto para a tua conta Stripe no momento da marcação, e a MarcaAí não leva comissão por marcação — as taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como em qualquer terminal.
Como configurar o sinal numa consulta de psicologia
Há um argumento sério para não ligar o sinal de todo, e é melhor tê-lo à frente antes de decidir: numa relação continuada, um pagamento adiantado a cada semana acrescenta uma transação a uma coisa que já está combinada, e a hora não estava em risco de ser vendida a mais ninguém.
Onde ele costuma fazer sentido é na primeira consulta — a de quem ainda não te conhece, marcada por alguém que pode mudar de ideias entre a marcação e a quinta-feira. Como o sinal se define serviço a serviço, podes ligá-lo só aí e deixar o seguimento inteiramente livre. Um valor fixo lê-se melhor do que uma percentagem, e desconta no total no dia.
Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor — não publicamos médias que não medimos. Cobrar sinal online depende do plano, e é na página de preços que isso está.
Durações por onde começar
Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.
- Primeira consulta
- 60 min
- Consulta individual
- 50 min
- Consulta de casal
- 80 min
- Sessão de seguimento curta
- 30 min
Perguntas de quem dá consultas de psicologia
Consigo fixar a mesma hora todas as semanas para a mesma pessoa?
Não automaticamente — não há marcação recorrente. Marcas as semanas seguintes no painel, uma a uma, e enquanto estiverem marcadas aquela hora não aparece livre a mais ninguém. Quem trabalha assim costuma marcar o trimestre de uma vez.
Como reservo uma hora que ainda não está marcada?
Com uma ausência nesse intervalo. As horas saem da página nesse instante, sem tocar no horário da semana. É a mesma ferramenta que usas para supervisão ou para uma manhã que não é de consultas.
A pessoa consegue desmarcar sem me telefonar?
Consegue. Cada marcação leva um link seguro por onde ela cancela ou escolhe outra hora. Não há aplicação para instalar nem conta para criar — abre o link no telemóvel como abre qualquer página.
Se ela cancelar em cima da hora, fico com o sinal?
Depende da antecedência que definires. Antes dela o sinal é devolvido; dentro dela fica contigo. Nasce desligada, portanto enquanto não a mudares tudo é devolvido. E se fores tu a cancelar, a pessoa recebe sempre o dinheiro de volta.
O que é que a pessoa tem de escrever para marcar?
Nome, telemóvel e email. Há um campo de notas livre, e o que ele diz por cima é decisão tua — a etiqueta que lhe puseres é o que decide o que as pessoas lá escrevem numa página aberta na internet.
Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: clínica dentária, fisioterapia, nutrição, terapia da fala e podologia.
A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.