Marcações para terapia da fala
A tua procura toda cabe entre o fim das aulas e o jantar. Uma agenda que não perceba isso oferece-te vinte horas livres onde ninguém pode vir.
Quem marca não é quem vem, e o registo só tem espaço para um
Este é o desencontro que se sente logo na primeira semana. A pessoa que abre a página, escreve o contacto e paga é a mãe ou o pai; a pessoa que se senta contigo é a criança. São duas identidades diferentes num sítio onde o produto só guarda uma.
O que a MarcaAí regista de quem marca é um nome, um telemóvel e um email — um registo de cliente, não dois. Não existe hoje um campo separado para o adulto responsável e outro para quem vai à sessão, e não vale a pena procurá-lo no painel: não está lá.
Na prática resolve-se de uma maneira só, e é melhor combiná-la à partida do que descobri-la a meio: no contacto fica quem recebe os avisos e quem paga, porque é essa a pessoa a quem os emails têm de chegar; e o nome de quem vem à sessão vive no campo de notas ou no nome do próprio registo, conforme o que te for mais fácil ler na agenda de manhã. Escolhe uma convenção e mantém-na — uma agenda com metade dos nomes a apontar para o adulto e a outra metade para a criança é pior do que qualquer uma das duas.
Duas horas de procura, e a aritmética que elas obrigam
Entre as dezasseis e trinta e as dezanove cabem, com sessões de trinta minutos, cinco lugares por profissional. Não é uma agenda com espaço a mais — é uma fila com uma dúzia de nomes a disputar cinco sítios, e a diferença entre um dia cheio e um dia com um buraco é uma hora que ficou por preencher às cinco da tarde.
Cada serviço pode ter a sua janela horária, e é ela que exprime isto. A sessão de criança só entre as dezasseis e trinta e as dezanove; o resto do teu horário, se o tiveres, fica disponível para o que fizeres de manhã — avaliações, adultos, trabalho que não depende da escola. Não fecha nada: recorta aquele serviço para aquele intervalo.
E há uma conta que é melhor fazer antes de a descobrir: o tempo do serviço tem de caber inteiro na janela. Uma sessão de quarenta e cinco minutos numa janela que fecha às dezanove tem a última entrada às dezoito e quinze. Numa fila apertada isto não é um pormenor — é um lugar que existe ou não existe. Quem quiser o último às dezoito e trinta alarga a janela até às dezanove e quinze.
A hora certa vale mais do que o dia certo
Numa casa em que a procura toda se concentra em duas horas, a hora perdida não se recupera noutro sítio do dia — não há «venha antes do almoço» que sirva a quem está na escola. É por isso que a coisa mais valiosa que a página faz aqui não é aceitar marcações: é libertar horas cedo o suficiente para as vender outra vez.
Cada marcação leva um link seguro para quem a fez. Por ele, o adulto cancela ou escolhe outra hora sem te telefonar e sem esperar que atendas — e um cancelamento feito às vinte e duas de domingo, porque a criança acordou com febre, é uma hora que segunda de manhã ainda se preenche. A mesma coisa comunicada por chamada perdida chega tarde.
Remarcar respeita as mesmas regras da marcação original: o horário de quem trabalha, a duração do serviço e a janela em que esse serviço se faz. Não há forma de empurrar uma sessão para um sítio onde ela não cabia, nem de ficar com um lugar fora da janela por ter sido remarcado.
Quem trabalha contigo, e o que o produto ainda não sabe distinguir
Se são duas ou três pessoas na casa, cada uma tem o seu horário e as suas ausências, e quem marca vê apenas as horas de quem escolheu. Quem não tem preferência fica com a primeira que tenha vaga àquela hora — e as duas coisas convivem sem ninguém ter de atender o telefone para confirmar.
O que não existe é uma forma de dizer que um serviço é só de determinada pessoa. Quem estiver ativo pode ser escolhido para qualquer serviço do catálogo, e o registo de cada profissional é um nome — não tem área, nem especialidade, nem uma lista de sessões que lhe pertençam. Enquanto isso não mudar, o que separa de facto é o horário, e é uma ferramenta mais grosseira do que uma regra.
Numa casa pequena chega, porque as agendas raramente se sobrepõem por acaso. Numa casa com áreas de trabalho muito distintas, é o género de limite que vale a pena pesar antes de decidir, e não depois.
O que fica fora
A MarcaAí é a agenda e, se o quiseres, o pagamento. Não guarda nada sobre o trabalho feito na sessão, não tem onde o guardar, e não é para isso que existe: para marcar uma hora precisamos de saber quem marca, para que serviço e quando.
Os dados de quem marca são teus, e nós tratamo-los por tua conta. Onde isso está escrito com todos os limites é em marcaai.pt/privacidade e em marcaai.pt/dpa, e não os resumimos aqui de propósito — um resumo numa página de venda vale menos do que o texto.
O dinheiro do sinal vai direto para a tua conta Stripe no momento da marcação. A MarcaAí não leva comissão por marcação — as taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como em qualquer terminal. E o teu preçário é teu: não vendemos nada a quem te marca.
Como configurar o sinal na terapia da fala
A pergunta aqui é diferente da de outras casas, porque a hora perdida é a hora mais disputada da tua semana. Quando cinco lugares servem doze famílias, uma falta não é uma quebra de receita — é um lugar que outra pessoa queria e não teve.
Se o ligares, o sítio natural é a primeira sessão ou a avaliação, que é onde a relação ainda não existe. Um valor fixo pequeno lê-se de imediato e desconta no total no dia. Nas sessões de quem já vem todas as semanas, o sinal semanal acrescenta uma transação a uma coisa já combinada — e o que costuma resolver melhor a falta não é o sinal, é o link que deixa desmarcar sem telefonar.
Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor — não publicamos médias que não medimos. Defines o que quiseres, serviço a serviço. Cobrar sinal online depende do plano, e é na página de preços que isso está.
Durações por onde começar
Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.
- Avaliação inicial
- 60 min
- Sessão de terapia
- 45 min
- Sessão curta
- 30 min
- Reunião com os pais
- 30 min
Perguntas de quem trabalha em terapia da fala
Como registo a criança se quem marca é o pai?
O registo de cliente é um só: um nome, um telemóvel e um email. Não há campo separado para o adulto responsável. No contacto fica quem recebe os avisos e quem paga; o nome de quem vem à sessão vive no nome do registo ou no campo de notas — e o importante é escolheres uma convenção e mantê-la.
Consigo abrir marcações só depois das aulas?
Sim, com a janela horária desse serviço. Cuidado com a última entrada: a sessão tem de caber inteira na janela, portanto uma de quarenta e cinco minutos numa janela que fecha às dezanove tem o último lugar às dezoito e quinze.
E as sessões de manhã, para adultos?
São outro serviço, com a sua duração e a sua janela — ou sem janela nenhuma, e aí vale o teu horário inteiro. Cada serviço tem as suas regras, portanto as duas partes do dia não têm de partilhar política nenhuma.
Alguém desmarcou domingo à noite. Perco a hora?
A hora volta a aparecer livre na página nesse instante, e é isso que te dá segunda de manhã para a preencher. Não há lista de espera nem aviso automático a quem queria essa hora — quem estiver a olhar para a tua página vê-a livre.
Posso ter uma pessoa só às terças e outra todos os dias?
Podes. O horário é de cada profissional, com as suas ausências, e quem marca só vê as horas de quem escolheu. Quantos profissionais cabem em cada plano vês na página de preços.
Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: clínica dentária, fisioterapia, nutrição, psicologia e podologia.
A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.