Marcações para bronzeamento

Este é o caso mais estranho de todos: o cliente marca uma máquina, o serviço dura minutos, e quase não há ninguém envolvido — mas a agenda conta pessoas.

O produto conta pessoas, e aqui quem trabalha é o equipamento

Vale a pena começar pelo pormenor que faz uma configuração falhar em silêncio. A disponibilidade da tua página é calculada por profissional: para cada pessoa ativa no negócio, o motor pega no horário dela, tira o que já está ocupado e mostra o que sobra. Sem uma única pessoa ativa, não há horários de ninguém a somar — e a página não mostra hora nenhuma.

Ora numa casa de bronzeamento pode não haver «profissional» no sentido habitual. Há uma máquina, há um balcão e há quem esteja lá para receber. Quem monta o negócio a pensar que o equipamento chega acaba com uma página impecável e vazia, sem uma mensagem de erro a explicar porquê.

A solução é banal assim que se sabe: crias uma entrada de equipa que represente o atendimento da casa — o balcão, a receção, o teu próprio nome — e dás-lhe o horário de abertura. É essa entrada que carrega a agenda. Não é um truque: é a forma de dizer ao produto que a casa está aberta destas horas a estas horas.

A máquina é um recurso, e a capacidade diz quantas há

Além das pessoas, a MarcaAí conhece recursos: salas, cabines e equipamentos com ocupação própria. Ligas cada recurso aos serviços que o exigem, e uma marcação só entra quando há atendimento e equipamento livres ao mesmo tempo — a regra é «e», nunca «ou».

Se tiveres três equipamentos iguais, não crias três recursos: crias um com capacidade três. A agenda aceita três sessões em simultâneo e recusa a quarta, e nunca te obriga a decidir qual das três máquinas fica com quem. Só vale a pena separá-los quando eles são mesmo diferentes e servem serviços diferentes.

⚠️ Guarda esta para o dia em que um serviço aparecer sem vagas nenhumas: um recurso desativado trava todos os serviços que dependem dele. Se puseres o equipamento fora de serviço numa semana de avaria, as sessões que o exigem deixam de ter horas — o que está certo, e é a primeira coisa a verificar antes de procurar noutro sítio.

A folga entre uma pessoa e a seguinte

Numa sessão de dez ou quinze minutos, o intervalo entre utilizações pode ser tão longo como a própria sessão. Há a cabine para limpar, o equipamento para arrefecer, e a pessoa que ainda se está a vestir enquanto a seguinte já chegou.

Cada serviço declara os minutos reservados a seguir a cada marcação. Não é tempo que vendas — é tempo que a agenda deixa de oferecer, o que é exatamente o que precisas para que uma sessão de dez minutos não implique alguém a bater à porta ao minuto onze.

E essa folga é respeitada nos dois lados do balcão: no que a página mostra a quem está a escolher a hora e no que o servidor aceita quando ela confirma. Não existe o cenário em que a tua pré-visualização tem folga e a marcação do cliente não tem.

Um detalhe que se nota depressa: os inícios de hora oferecidos na página avançam de quinze em quinze minutos a partir da abertura. Numa casa de sessões de dez, vale a pena escolher durações que casem bem com esse ritmo em vez de lutar contra ele.

Pacotes de sessões, e o que eles ainda não fazem

Aqui quase ninguém compra uma sessão: compra dez. O produto tem pacotes pré-pagos a sério — defines o pacote sobre um serviço concreto, com o número de sessões e o preço, e o saldo desconta à medida que as marcações se concluem.

O saldo não é um número guardado numa coluna que alguém tenha de corrigir: é a diferença entre o que foi comprado e o que já foi consumido, lida no momento em que se pergunta. Não há forma de ele discordar da realidade, e não há contador para acertar à mão quando algo corre mal.

⚠️ E há um limite que tens de saber antes de contares com isto: o pacote vende-se ao balcão, não na página pública. O cliente não compra dez sessões online; compra-as contigo, tu registas a venda, e a partir daí ele marca normalmente e vai descontando. A venda online de pacotes ainda não existe.

Cada pacote vive sobre um serviço. «Dez sessões de doze minutos» é um pacote; se vendes durações diferentes, são pacotes diferentes — o que costuma corresponder ao que já fazes no papel.

Sinal: provavelmente não, e a razão é aritmética

Uma sessão curta e barata é o pior candidato possível a sinal. O adiantamento seria de cêntimos, o cliente teria de tirar o cartão para os pagar, e as taxas de processamento comem uma fatia desproporcionada de um valor pequeno. O atrito não compensa o que evita.

Além disso, quem já comprou um pacote já pagou — e pedir-lhe sinal por cima de sessões que estão pagas é o tipo de pormenor que faz um cliente fiel perguntar-se o que é que está a acontecer.

O sinal é uma opção por serviço e nasce desligado, portanto não fazer nada é a configuração certa. Se um dia ligares algum — numa sessão longa, num tratamento à parte —, esse dinheiro entra direto na tua conta Stripe no momento da marcação: não fica connosco e não levamos comissão por marcação. As taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe.

Como configurar o sinal numa casa de bronzeamento

A recomendação aqui é não ligar sinal nenhum. Num serviço de dez minutos com um preço pequeno, o adiantamento não protege receita suficiente para justificar o atrito de pedir um cartão — e esta é das poucas atividades onde isso é quase sempre verdade.

O que protege mesmo a tua agenda neste caso não é o sinal: é o pré-pagamento do pacote, que já foi cobrado antes de existir marcação nenhuma. Quem tem dez sessões compradas tem uma razão própria para aparecer.

Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor: não publicamos médias que não medimos. Se quiseres ligá-lo num serviço específico, é uma opção serviço a serviço.

Durações por onde começar

Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.

Sessão curta
10 min
Sessão média
15 min
Sessão longa
20 min
Primeira sessão com avaliação
30 min
Bronzeamento por pulverização
25 min

Perguntas de quem tem uma casa de bronzeamento

A minha página não mostra horas nenhumas. Porquê?

A primeira coisa a verificar é se existe alguém ativo na equipa com horário. A disponibilidade é calculada por profissional: sem uma pessoa com horas, não há nada a mostrar. Cria uma entrada que represente o atendimento da casa e dá-lhe o horário de abertura.

Tenho três equipamentos iguais. Crio três recursos?

Não. Crias um recurso com capacidade três, e a agenda aceita três sessões ao mesmo tempo e recusa a quarta. Separá-los só faz sentido se forem diferentes entre si e servirem serviços diferentes.

Como é que reservo tempo para limpar entre sessões?

Cada serviço declara os minutos reservados a seguir a cada marcação. Esse tempo deixa de ser oferecido — tanto na página que o cliente vê como no que o servidor aceita —, e é o que impede uma sessão de dez minutos de encavalitar na seguinte.

O cliente pode comprar um pacote de dez sessões na minha página?

Ainda não. O pacote vende-se ao balcão: registas a compra e o cliente passa a descontar as sessões à medida que as marcações se concluem. O saldo é sempre a diferença entre o comprado e o consumido, sem contador para acertar à mão.

Um serviço deixou de ter vagas de um dia para o outro.

Verifica se o recurso que ele exige está desativado. Um equipamento fora de serviço trava todos os serviços que dependem dele — o comportamento certo, mas não é evidente à primeira vista quando se anda à procura da causa noutro sítio.

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A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.