Marcações para unhas
Aqui a conta que interessa não é a de uma falta — é a da cliente que vinha todos os meses e deixou de vir.
O que se perde numa falta não é a hora
Uma manutenção de gel são setenta e cinco minutos, uma manicure simples são trinta. Um buraco desses ainda se tapa: há sempre quem queira antecipar, há quem passe à porta, e uma hora curta encontra dono mais facilmente do que uma tarde inteira.
O que não se tapa é outra coisa. Uma cliente de unhas não é uma visita — é um calendário. Vem de três em três semanas, ou de quinze em quinze, e cada visita marca sozinha a seguinte. Quando esse relógio se parte, não perdeste uma sessão: perdeste as dezassete do ano.
E o relógio parte-se de maneira banal. A cliente adiou uma vez, não voltou a ligar, passaram cinco semanas, o gel já cresceu de mais e agora tem vergonha de aparecer. Ninguém tomou uma decisão em lado nenhum. Simplesmente deixou de haver a próxima.
É por isso que uma página de marcações vale aqui mais pelo que segura do que pelo que capta. O objetivo não é encher a agenda de gente nova — é fazer com que marcar a próxima seja a coisa mais fácil do dia da tua cliente.
O cartão de fidelidade, sem selos e sem contas
A MarcaAí tem um cartão de fidelidade a sério, e não é uma folha de cálculo com outro nome. Defines uma regra para a casa — por número de visitas concluídas ou por valor gasto —, o limite a que a recompensa acende, e o texto do que ofereces. A partir daí não há nada a somar à mão.
O progresso não é um contador que alguém escreve: é lido das marcações concluídas, que já são o registo do que aconteceu. Ninguém tem de carimbar nada, nada dessincroniza, e não há uma cliente a dizer que já tinha quatro visitas contra um papel que diz três.
⚠️ Há uma escolha ali dentro que evita um susto: o cartão não conta para trás. Só valem as visitas a partir do dia em que crias a regra. Sem isso, ligar o programa numa terça-feira devia meia dúzia de manicures grátis às clientes de sempre, na hora e sem aviso — e quem descobria eras tu, pela fila à porta.
O resgate é um gesto teu, ao balcão, no momento em que decides dar a recompensa. Não há nada automático a oferecer serviços em teu nome.
Sinal: aqui, o mais provável é que não
Vale a pena dizê-lo sem rodeios, porque é uma página de venda e seria fácil empurrar-te para o contrário: numa casa de unhas o sinal costuma ser o negócio errado. A cliente vem doze, quinze, vinte vezes por ano. Pedir-lhe cartão a cada visita é uma fricção mensal que custa mais do que as faltas que evita.
A página funciona perfeitamente sem sinal nenhum. O sinal é uma opção por serviço, e podes deixá-lo desligado em todos — a marcação faz-se na mesma, a hora fica ocupada na mesma, e a cliente confirma sem tirar a carteira.
⚠️ E há uma consequência que quase ninguém antecipa: com o sinal desligado, a antecedência de cancelamento não faz nada. Ela existe para decidir se o sinal volta ou fica contigo; sem sinal não há dinheiro nenhum para decidir. Configurá-la a pensar que ela «trava» cancelamentos é a única forma de sair desiludido daqui.
Se ainda assim quiseres proteger alguma coisa, protege o serviço longo — a manutenção completa, o trabalho de duas horas — e deixa a manicure simples aberta a toda a gente. É a distinção que corresponde ao teu dia.
Uma hora que abre agora pode ser marcada agora
A página pública não exige antecedência nenhuma. Se uma cliente desmarcar às dez e meia, a hora das onze fica visível de imediato e alguém pode ficar com ela às dez e quarenta. Em serviços curtos isto é quase tudo o que separa uma manhã cheia de uma manhã com dois buracos.
Os inícios de hora oferecidos avançam de quinze em quinze minutos a partir da abertura. Numa casa onde o serviço mais curto ronda a meia hora, isto passa despercebido — mas é a razão pela qual as horas aparecem sempre alinhadas e não em números estranhos.
E quando alguém não aparece de todo, marcas a falta na agenda. É um gesto teu e não uma decisão automática: o sistema não sabe se a cliente telefonou a avisar, se ficou doente, se está a chegar. Quem sabe és tu.
Marcar a próxima antes de sair
O hábito que sustenta uma casa de unhas é este: a cliente sai com a seguinte já marcada. Isso não precisa de tecnologia nenhuma — marcas tu na agenda, ali, enquanto ela veste o casaco, e a hora fica ocupada.
⚠️ Não existe hoje marcação repetida automática: não podes dizer «todas as terceiras quintas-feiras às dezassete horas» e ver o produto criar a série sozinho. Cada visita é uma marcação. Preferimos dizê-lo do que deixar-te contar com isso.
O que existe do lado da cliente é o email de confirmação e os lembretes antes da hora, com o que marcou e uma forma de mudar de ideias sem te ligar a meio de um trabalho. É a diferença entre um esquecimento e uma remarcação feita a tempo.
O dinheiro e os preços continuam a ser teus
Se ligares o sinal em algum serviço, esse dinheiro entra na tua conta Stripe no momento da marcação: não fica retido connosco e não levamos comissão por marcação. As taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, tal como num terminal de balcão.
O preçário é teu. O que aparece na tua página é o que tu escreveste, e não vendemos nada à tua cliente por cima do que combinas com ela.
E quem entra pela porta a perguntar se há vaga continua a ser atendido exatamente como hoje. Registas essa visita na agenda e a hora deixa de aparecer livre a quem está a ver no telemóvel.
Como configurar o sinal numa casa de unhas
A recomendação aqui é a menos habitual de todas: começa sem sinal. Uma clientela que volta de três em três semanas é o ativo do negócio, e cada pedido de cartão é um atrito repetido contra a pessoa que menos merece ser atritada.
Se depois quiseres proteger alguma coisa, liga-o só no serviço mais longo do catálogo, com um valor fixo pequeno. Uma percentagem faz pouco sentido num preçário curto e apertado — dá números com cêntimos que ninguém entende de imediato.
Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor: não publicamos médias que não medimos. A decisão é por serviço e muda-se quando quiseres.
Durações por onde começar
Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.
- Manicure simples
- 30 min
- Verniz de gel
- 60 min
- Manutenção de gel
- 75 min
- Pedicure
- 50 min
- Remoção
- 20 min
Perguntas de quem trabalha com unhas
Consigo marcar a mesma cliente todos os meses de uma vez?
Não há repetição automática: cada visita é uma marcação criada por ti ou pela cliente. O hábito que resolve isto é marcar a seguinte no fim da sessão, com ela ainda à tua frente — e aí a hora fica logo ocupada na agenda.
O cartão de fidelidade conta as visitas antigas?
Não, e é de propósito. Só contam as visitas concluídas depois de criares a regra. Se contasse para trás, ligar o programa devia recompensas na hora às clientes de sempre, sem tu decidires nada.
Posso ter a página sem cobrar sinal nenhum?
Podes, e é o que costuma fazer sentido aqui. O sinal é uma opção por serviço e nasce desligado. A cliente escolhe o serviço e a hora, confirma, e recebe o email — sem cartão pelo meio.
Se não cobro sinal, para que serve a antecedência de cancelamento?
Para nada, e é bom saberes. Essa antecedência decide apenas se o sinal é devolvido ou fica contigo. Sem sinal, não há nada para decidir — não impede a cliente de cancelar nem lhe cobra o que quer que seja.
E quando alguém falta sem avisar?
Marcas a falta na agenda, e fica registada nessa cliente. É um gesto teu: o produto não decide sozinho que alguém faltou, porque não sabe se telefonou, se está atrasada ou se ficou doente.
Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: barbearia, cabeleireiro, estética, depilação e massagens.
A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.