Marcações para depilação

Metade do ano a agenda quase se enche sozinha e na outra metade custa a encher — e é a mesma casa, com o mesmo catálogo, a fazer as duas coisas.

Duas casas dentro do mesmo ano

Poucas atividades têm uma curva tão marcada. Há semanas em que não há hora livre e o telefone toca por cima de cada trabalho, e há meses em que a mesma sala fica parada metade da tarde. A agenda não pode estar afinada só para uma das duas metades.

Na época alta o problema é a saturação: alguém liga, ninguém pode atender, e uma marcação que se perde nesse minuto vai para outra casa que atendeu. Na época baixa o problema é o contrário: as horas existem e não há quem as veja, porque só as sabe quem telefonar a perguntar.

Uma página aberta resolve os dois de uma vez, sem precisar de duas configurações. Em maio ela absorve o que tu não consegues atender; em novembro mostra que há vaga hoje a quem nunca ligaria para perguntar.

Uma marcação é UM serviço — e é aqui que quase toda a gente tropeça

Numa depilação, quase ninguém vem fazer uma zona só. Vem fazer pernas e axilas, ou meia perna, virilha e buço, encadeadas na mesma passagem pela sala. E é exatamente isso que o produto não sabe representar: uma marcação leva um serviço, com uma duração e um preço. Não há carrinho, não há somatório de zonas, não há três serviços a colar-se num bloco.

A consequência, se não fizeres nada, é feia: a cliente marca três vezes seguidas para as três zonas, ficam três blocos que podem nem ser contíguos, e a que devia ser uma passagem de cinquenta minutos ocupa-te a tarde às três pancadas.

A solução está no catálogo e é rápida de montar: crias as combinações que realmente vendes como serviços próprios — «pernas inteiras + axilas», «meia perna + virilha» — cada uma com a duração somada e o preço que praticas. São mais entradas no preçário, sim, e são as entradas que correspondem ao que as pessoas te pedem ao balcão.

Ganhas duas coisas de graça com isso: a duração deixa de ser uma estimativa feita ao telefone, e o preço do conjunto passa a estar escrito, que é a pergunta que mais tempo consome numa conversa de marcação.

O horário da casa, e o horário de cada pessoa

Os horários vivem em dois níveis, e é isso que torna a mudança de época barata. Há o horário da casa — aquele que vale para toda a gente que não tenha o seu — e há o horário de cada profissional, para quem trabalha em dias ou horas diferentes das outras.

Na prática, alargar o verão é uma alteração e não vinte: mexes na escala da casa, e a página passa a mostrar as horas novas a partir daquele instante. Quem tiver horário próprio mantém o seu, e é essa a ideia — a exceção continua a ser exceção.

As ausências funcionam pelo mesmo desenho. Uma folga marcada a uma pessoa tira horas só a essa pessoa; um fecho da casa tira-as a toda a gente. É a diferença entre «a Rita está de férias» e «fechamos na segunda-feira», e o produto sabe distinguir as duas.

O sinal é do serviço, a antecedência é da casa

Estas duas definições vivem em sítios diferentes, e quem não repara nisso configura mal. O sinal decide-se serviço a serviço: podes exigi-lo na combinação longa, que te ocupa a sala quase uma hora, e deixá-lo desligado nas zonas rápidas, onde ele pesaria mais do que a falta que evita.

A antecedência de cancelamento, essa, é uma só para o negócio inteiro. Não há uma para o verão e outra para o inverno, nem uma por serviço. É ela que decide o destino do sinal quando a cliente cancela pelo link que recebeu: antes dela, o dinheiro é devolvido; dentro dela, fica contigo.

⚠️ E ela é do lado da cliente, nunca do teu. Se fores tu a cancelar — porque adoeceste, porque a casa fechou —, a cliente recebe sempre o dinheiro de volta, faltem duas semanas ou duas horas. Não há forma de ficares com o sinal de uma marcação que foste tu a desmarcar.

A antecedência nasce a zero, e zero significa que todos os cancelamentos devolvem o sinal. Ligá-la é uma decisão tua, e a antecedência que escolheres é a tua política — não temos opinião sobre quantas horas deve ser.

A sala, quando ela é que trava

Se trabalhas em cabine, a hora livre não depende só de haver alguém disponível. Podes representar a sala como um recurso, ligá-la aos serviços que a exigem, e a partir daí uma marcação só entra quando há profissional e sala ao mesmo tempo — a regra é «e», nunca «ou».

Se tiveres duas cabines iguais, não são duas agendas: é um recurso com capacidade dois. A agenda aceita duas marcações em simultâneo e recusa a terceira, sem tu teres de decidir qual das cabines é qual.

A contagem é feita por serviço, o que evita o efeito mais irritante deste tipo de regra: a cabine cheia não fecha a agenda de um serviço que não precisa dela.

O dinheiro, os preços e quem entra pela porta

Quando há sinal, ele vai direto para a tua conta Stripe no instante da marcação: não passa por nós, não fica em custódia e não levamos comissão por marcação. As taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como em qualquer terminal.

O preçário é teu e não temos opinião sobre ele. O que a cliente vê na tua página é o que tu escreveste.

E ninguém deixa de ser atendido por não ter marcado. Registas a visita na agenda e a hora deixa de aparecer livre — a página é uma entrada a mais, não uma porta que se fecha.

Como configurar o sinal numa casa de depilação

A configuração que costuma corresponder aqui é sinal só nas combinações longas, com um valor fixo, e nada nas zonas rápidas. É o trabalho de quarenta ou cinquenta minutos que custa dinheiro quando fica vazio; uma zona de quinze minutos volta a vender-se sem esforço.

Se preferires não distinguir, deixa o sinal desligado na época baixa e liga-o quando a agenda apertar — é uma alteração por serviço e leva segundos.

Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor: não publicamos médias que não medimos. Defines o que quiseres e mudas quando quiseres.

Durações por onde começar

Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.

Perna inteira
40 min
Meia perna
25 min
Axilas
15 min
Virilha
20 min
Pernas + axilas + virilha
70 min

Perguntas de quem trabalha com depilação

A cliente quer fazer três zonas de seguida. Como se marca?

Criando essa combinação como um serviço próprio, com a duração somada e o preço do conjunto. Uma marcação leva um serviço — se ela marcar três vezes, ficam três blocos que podem nem ficar seguidos, e o teu dia parte-se sem necessidade.

No verão trabalho mais horas. Tenho de mudar a agenda de toda a gente?

Não. Alteras a escala da casa e vale para quem não tem horário próprio, que costuma ser quase toda a equipa. Quem trabalha em dias diferentes mantém o horário dele, sem ser arrastado pela mudança.

Posso ter uma antecedência de cancelamento diferente no verão?

Não: a antecedência é uma só para o negócio inteiro. O que muda por serviço é o sinal — e como é o sinal que a antecedência protege, na prática consegues quase o mesmo efeito ligando ou desligando o sinal nos serviços certos.

Tenho duas cabines. Crio duas agendas?

Não. Crias um recurso com capacidade dois, ligado aos serviços que precisam de cabine. A agenda aceita duas marcações ao mesmo tempo e recusa a terceira, e não te obriga a dizer quem fica em qual.

E se for eu a ter de desmarcar uma cliente?

Ela recebe o sinal de volta, sempre, mesmo em cima da hora. A antecedência protege-te de quem desmarca tarde; não se aplica quando és tu a cancelar, porque aí a cliente não fez nada.

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A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.