Marcações para cabeleireiros

O que trava a agenda de um cabeleireiro não é a hora de ponta — é a coloração que tanto pode demorar noventa minutos como três horas.

A pergunta que ninguém sabe responder ao telefone

«Quanto tempo demora?» Num corte responde-se de cor. Numa cor não: depende do comprimento, de quantas vezes já se pintou aquele cabelo, de ser raiz ou de ser uma mudança de tom, de haver madeixas pelo meio. A mesma palavra no preçário esconde trabalhos que vão de hora e meia a uma tarde.

Quem marca por telefone resolve isso a olho e engana-se para o lado errado com frequência: reserva duas horas, o trabalho leva três, e as duas clientes seguintes esperam. Não foi uma falta que estragou o dia — foi uma estimativa.

E há a parte do meio. Com a cor a atuar, a cadeira está ocupada e a mão está livre. Toda a gente que trabalha numa casa destas usa esse intervalo para lavar outra pessoa, para cortar uma franja, para adiantar o trabalho seguinte. Uma agenda que não perceba isto ou desperdiça o intervalo ou promete-o duas vezes.

A duração é do serviço, e o bloco não se parte

Convém dizer isto antes de qualquer promessa: na MarcaAí a duração pertence ao serviço, é um número fixo, e o motor reserva o bloco inteiro no horário de quem vai fazer o trabalho. Não há forma de declarar «vinte minutos de trabalho, quarenta de pausa, mais trinta de trabalho» e ver a agenda oferecer o meio a outra pessoa. Se marcares uma coloração de duas horas, são duas horas ocupadas.

É um limite e não uma opinião, e é melhor sabê-lo antes de configurares a casa do que descobri-lo à terceira semana. O que a agenda protege é a promessa feita à cliente: a hora que ela escolheu é dela do princípio ao fim, e nada lhe entra por cima.

A saída é o catálogo, e é mais simples do que parece: em vez de uma entrada chamada «Coloração», tens as que correspondem mesmo ao teu trabalho — retoque de raiz, cor completa, madeixas, mudança de tom — cada uma com a duração e o preço que tem na realidade. Deixa de haver uma estimativa a fazer no momento de marcar, porque a estimativa foi feita uma vez, por ti, com calma.

Colorações só de manhã, se for isso que quiseres

Cada serviço pode ter uma janela horária própria, independente do horário da casa. É a forma de dizer «cor até às treze horas» sem fechar o salão à uma da tarde: os cortes continuam a aparecer até ao fim do dia, e a cor só se marca dentro da faixa que definiste.

Há uma consequência que não é evidente: o trabalho tem de caber inteiro dentro da janela. Numa faixa das nove ao meio-dia, um serviço de duas horas tem a última entrada às dez.

A janela nasce vazia, e vazio quer dizer «vale o horário do salão», que é o comportamento normal. Ligá-la é uma decisão tua, serviço a serviço, e desliga-se com a mesma facilidade.

Quem faz o quê — e o que a agenda não sabe

O horário é mesmo de cada pessoa. Cada profissional tem os seus dias, as suas horas e as suas ausências, e uma folga marcada tira aquelas horas só a quem está de folga. Quem tem cliente de eleição escolhe-a pelo nome; quem não tem escolhe sem preferência e fica com a primeira que tenha vaga.

⚠️ O que não existe hoje é uma ligação entre profissional e serviço. O catálogo é da casa, não de cada cabeleireira — qualquer profissional ativo pode ser escolhido para qualquer serviço. Se só uma pessoa na casa faz madeixas, a agenda não sabe disso e vai oferecer as horas das outras.

Enquanto isso não mudar, há duas voltas honestas: pôr no nome do serviço quem o faz, ou combinar com a equipa que essas marcações se confirmam na receção. Preferimos dizê-lo aqui a deixar-te descobrir por uma marcação que caiu no colo de quem não a podia fazer.

O sinal, quando o preço depende do cabelo

Num salão os preços não vivem todos na mesma ordem de grandeza. Entre uma franja e uma transformação de tarde inteira há uma distância que nenhum valor único acompanha: o mesmo número ou é ridículo num lado ou é proibitivo no outro.

Por isso o sinal define-se serviço a serviço, e pode ser uma percentagem do preço. Assim ele acompanha sozinho a diferença entre o trabalho curto e o trabalho longo, sem te obrigares a rever números um por um sempre que mexes no preçário. E há serviços onde o mais sensato é não o ligar de todo — a lavagem, o brushing, a franja de quem passa.

O que a cliente adianta desconta no total no dia, portanto quem aparece não paga um cêntimo a mais. E o dinheiro entra na tua conta Stripe no momento em que ela marca: não fica em custódia connosco e não levamos comissão por marcação. As taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como acontece em qualquer terminal de pagamento.

O que continua igual ao que já fazes

Quem entra pela porta a perguntar se há vaga continua a ser atendido. A página é mais uma porta, não a única — e quando aceitas alguém sem marcação, registas a visita na agenda para aquela hora deixar de aparecer livre a quem está a ver no telemóvel.

Os preços são teus e não temos nada a dizer sobre eles: o que está na tua página é o teu preçário. Não vendemos nada à tua cliente e não interferimos no que combinas com ela.

E a cliente não instala nada. Abre o link no telemóvel como abre qualquer página, escolhe o serviço, a profissional e a hora, e recebe depois um email com o que marcou e uma forma de mudar de ideias sem te telefonar a meio de uma cor.

Como configurar o sinal num cabeleireiro

A configuração que costuma corresponder a um salão é percentagem nos trabalhos de cor e sem sinal nos trabalhos curtos. A percentagem existe precisamente porque o preçário de um cabeleireiro é uma escala e não um número.

Se preferires um valor fixo, ele funciona — mas escolhe-o a pensar no trabalho mais barato que o vai levar, e não no mais caro, porque é o mais barato que decide se a cliente desiste de marcar.

Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor: não publicamos médias que não medimos. Defines o que quiseres, mudas quando quiseres, e podes não ligar sinal nenhum.

Durações por onde começar

Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.

Corte de senhora
60 min
Brushing
40 min
Retoque de raiz
90 min
Madeixas
180 min
Corte + cor
150 min

Perguntas de quem tem salão de cabeleireiro

Posso libertar a cadeira enquanto a cor atua?

Hoje não. A duração é do serviço e o bloco fica ocupado do início ao fim, sem meio para vender a outra pessoa. O que fazes com esse intervalo continua a ser contigo — a agenda é que não o oferece a mais ninguém.

Como é que trato uma cor que tanto demora duas como quatro horas?

Partindo-a em serviços diferentes no catálogo, com a duração real de cada um. É a única forma de a página mostrar horas honestas: uma entrada única com uma duração média engana-te a ti e à cliente ao mesmo tempo.

Só uma pessoa da equipa faz madeixas. A agenda respeita isso?

Não respeita, e é um limite que preferimos dizer. Não existe ligação entre profissional e serviço: qualquer profissional ativo pode ser escolhido para qualquer serviço do catálogo. Enquanto for assim, ou o nome do serviço diz quem o faz, ou essas marcações confirmam-se na receção.

Consigo aceitar cor só de manhã?

Consegues. Cada serviço pode ter a sua faixa de horas, separada do horário do salão. Repara só que o trabalho tem de caber inteiro lá dentro: numa faixa das nove ao meio-dia, um serviço de duas horas tem a última entrada às dez.

E se eu quiser marcar eu mesma uma cliente que ligou?

Marcas na agenda como sempre fizeste, e a hora desaparece da página nesse instante. A página pública é uma entrada a mais para quem quer marcar à noite ou ao domingo, não uma substituição do telefone.

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A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.