Marcações para estúdios de tatuagem
Uma página onde quem te quer marcar escolhe o tatuador, a hora e adianta o sinal — antes de tu gastares a primeira hora a desenhar.

O trabalho começa muito antes da sessão
Num estúdio, a marcação não é o começo do trabalho — é o meio. Entre a conversa e a agulha há uma referência a discutir, um desenho a fazer, um decalque a preparar e, muitas vezes, uma tarde inteira já gasta. Quando alguém desaparece na véspera, não perdeste um horário: perdeste horas que já estavam pagas do teu lado e não estavam pagas do lado de lá.
E a forma do bloco piora a conta. Uma sessão não são vinte minutos — são três, quatro, seis horas seguidas, muitas vezes a um sábado, e fechadas há semanas. Um só desaparecimento não abre uma frincha na agenda: abre um dia. Não há ninguém para chamar em cima da hora que caiba naquele espaço, porque quem cabe naquele espaço também precisava de ser marcado com semanas de antecedência.
É por isso que pedir sinal já é prática corrente em muitos estúdios — e é a razão pela qual esta página existe: não temos de te convencer de que se cobra sinal. O que aqui está é a mecânica de o cobrar sem depender de uma transferência que ninguém confirma, de um MB WAY que fica por conferir, e sem que o dinheiro passe por nós.
Percentagem, e não um valor fixo
Um estúdio não tem um preço — tem uma escala. Entre um lettering pequeno e uma peça de dia inteiro vai uma distância enorme, e um sinal fixo cai mal nas duas pontas ao mesmo tempo: é irrelevante na peça grande e é pesado demais na pequena.
A configuração que corresponde a esta casa é a percentagem sobre o preço do serviço. Quem marca meio dia adianta proporcionalmente mais do que quem marca uma hora, e a proporção é a mesma para toda a gente — o que a torna fácil de explicar e impossível de discutir caso a caso.
E o sinal é definido serviço a serviço, não do estúdio inteiro de uma vez. Na prática isso quer dizer que a consulta de orçamento, o retoque de cortesia ou a conversa sobre uma ideia podem ficar sem sinal nenhum, enquanto as sessões longas o exigem. É a distinção que interessa: o que tem de ser protegido é o bloco grande, e não a porta de entrada.
A janela de cancelamento — quem fica com o sinal, e quando
Esta é a pergunta que qualquer estúdio faz primeiro, e a resposta não é «depende». O negócio define uma antecedência de cancelamento, em minutos, até ao equivalente a uma semana. É ela que decide o destino do sinal quando o cliente cancela pelo link que recebeu.
Se o cliente cancelar antes dessa antecedência, o sinal é devolvido — automaticamente, pela Stripe, se tiver sido pago online. Se cancelar dentro da janela, isto é, já tarde demais, o sinal fica com o estúdio, e a marcação fica registada como tal. Depois da hora de início já não há cancelamento nenhum a fazer: a sessão foi dada por começada e o sinal não regressa por essa via.
A assimetria seguinte é deliberada e vale a pena saber que existe: a janela é do cliente, nunca tua. Se fores tu a cancelar a sessão — porque adoeceste, porque a máquina avariou, porque o dia não dá —, o cliente recebe o sinal de volta, independentemente de faltarem duas semanas ou duas horas. Um sistema que te deixasse ficar com o dinheiro de quem não fez nada não é uma política de cancelamento; é outra coisa.
E quem simplesmente não aparece tem um caminho próprio: marcas a marcação como falta, e aí o sinal também não é devolvido. É a diferença entre desmarcar tarde e não desmarcar de todo — duas coisas que a agenda regista separadamente porque são, de facto, diferentes.
A janela nasce a zero, e zero significa «como sempre»: enquanto não a mudares, todos os cancelamentos devolvem o sinal. Ligá-la é um ato teu, e a antecedência que escolheres é a tua política — nós não temos opinião sobre quantos dias deve ser.
Reagendar sem perder o desenho
Numa peça grande, o mais provável não é o cancelamento — é a mudança. A pessoa apanhou sol, mudou de turno, ficou doente na semana errada. O que tu queres nesse caso não é o sinal: é a sessão noutro dia.
Cada marcação leva um link seguro para quem a fez. Por ele, o cliente vê o que marcou, cancela ou escolhe outra hora sem te telefonar, sem instalar nada e sem criar conta nenhuma. O reagendamento respeita as mesmas regras da marcação original — o horário do tatuador, a duração do serviço e a janela de horas em que esse serviço se faz —, portanto não há forma de empurrar uma sessão para um sítio onde ela não cabia. E uma sessão que já começou não se empurra para o futuro.
E a memória não fica só do teu lado: o cliente recebe lembretes por email — por omissão 24 horas e 2 horas antes, e mudas essas antecedências — com o que marcou e com o link para tratar da marcação. É o mecanismo mais barato que existe para transformar um esquecimento numa remarcação feita a tempo.
Dois tatuadores, uma sala de piercing e um autoclave
Um estúdio não é só um conjunto de pessoas com horários. Há uma cadeira que não é de ninguém em particular, uma sala fechada para piercing, uma máquina que se partilha. E se a agenda só souber quem está livre, marca duas sessões que precisam da mesma sala à mesma hora — e quem descobre é o cliente, à porta.
Por isso, além dos profissionais, o produto conhece recursos com agenda própria: salas, cabines, cadeiras e equipamentos. Ligas cada um aos serviços que o exigem, e uma marcação só acontece quando há profissional e recurso livres ao mesmo tempo. Se um serviço exigir dois recursos, precisa dos dois — a regra é «e», não «ou».
A ocupação é contada por serviço, e essa parte importa num estúdio que faça mais do que tatuar: a sala de piercing cheia não fecha a agenda de quem está a tatuar ao lado, porque o motor só olha para os recursos que aquele serviço exige. Quantos recursos podes ter depende do plano, e esses limites vivem na página de preços.
O que continua a ser decidido no estúdio
O dinheiro do sinal vai direto para a tua conta Stripe no momento da marcação. A MarcaAí não leva comissão nenhuma por marcação e não fica com o sinal em custódia — as taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como em qualquer terminal.
Os preços são teus e não temos nada a dizer sobre eles: o que está na tua página é o teu preçário. Podes ter sinal em todos os serviços, só nas sessões longas, ou em nenhum, e usar a página apenas para marcar.
E não deixas de aceitar quem entra pela porta a perguntar. A página é mais uma entrada, não a única — quem aparece continua a ser atendido, e essa visita fica na agenda para a hora deixar de estar livre.
Como configurar o sinal num estúdio de tatuagem
A configuração que costuma corresponder a esta casa é uma percentagem do preço do serviço, e não um valor fixo: os preços variam demais entre uma peça pequena e um dia inteiro para que um número único sirva os dois casos.
Depois, o par que dá sentido a isso: a janela de cancelamento — a antecedência a partir da qual o sinal deixa de ser devolvido — e o sinal desligado nos serviços que são conversa e não sessão, como o orçamento.
Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor: não publicamos médias que não medimos, e não afirmamos o que a generalidade dos estúdios faz. Defines a percentagem e a antecedência que quiseres, e mudas quando quiseres.
Durações por onde começar
Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.
- Consulta / orçamento
- 30 min
- Peça pequena
- 90 min
- Sessão de meio dia
- 240 min
- Retoque
- 60 min
- Piercing
- 30 min
Perguntas de quem tem estúdio
Se o cliente cancelar na véspera, fico com o sinal?
Ficas, se a véspera já estiver dentro da antecedência que definiste. É essa antecedência que decide: antes dela o sinal é devolvido, dentro dela fica contigo, e depois da hora de início já não há cancelamento a fazer. Quem não aparece de todo também não recupera o sinal — marcas a falta na agenda.
E se for eu a ter de desmarcar?
O cliente recebe o sinal de volta, mesmo que faltem duas horas. A janela protege-te de quem desmarca tarde; não se aplica quando és tu a cancelar, porque aí o cliente não fez nada de errado. É uma regra do produto e não uma opção que se desligue.
Faço sessões de seis horas. A agenda aguenta blocos assim?
Aguenta. A duração é do serviço, e o motor bloqueia o tempo todo de uma vez no horário de quem vai tatuar — não há forma de encaixar outra coisa a meio. Serviços curtos, como um retoque ou um piercing, convivem no mesmo catálogo com as sessões longas.
Tenho dois tatuadores e uma sala de piercing. Consigo separar as agendas?
Sim. Cada tatuador tem o seu horário, as suas folgas e os seus serviços, e a sala é um recurso com agenda própria, ligado só aos serviços que a exigem. Uma marcação só entra quando há profissional e sala livres ao mesmo tempo, e a sala cheia não bloqueia quem está a tatuar ao lado.
O sinal fica retido na MarcaAí até à sessão?
Não. Vai direto para a tua conta Stripe no momento em que é pago, e nós não levamos comissão por marcação. As taxas de processamento são da Stripe e saem de quem recebe. Quando há reembolso a fazer, é feito sobre esse pagamento.
E o cliente que quer só um orçamento, sem marcar sessão?
Crias esse encontro como um serviço curto e sem sinal. O sinal é definido serviço a serviço, portanto a consulta pode ficar aberta a toda a gente enquanto as sessões longas continuam a exigir adiantamento.
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