Marcações para spas

Um spa pensa em pessoas — duas no circuito, quatro no grupo. Esta agenda pensa em tempo, e a diferença entre as duas coisas decide como montas o teu catálogo.

Reserva-se tempo, não se vendem lugares

No catálogo de tipos de negócio há dois mundos. Num deles a marcação ocupa lugares e o sistema pergunta quantas pessoas são — é o mundo das mesas. No outro, a marcação ocupa o tempo de quem trabalha. Um spa vive no segundo, e é bom saber isso antes de desenhares o preçário.

Na prática significa uma coisa concreta: a tua página não pergunta quantas pessoas são. Não existe um campo de tamanho de grupo, não existe uma contagem de lugares disponíveis, e não existe nada que multiplique um valor pelo número de convidados.

Não é um esquecimento. É uma fronteira desenhada de propósito, porque contar pessoas obriga a saber quantos lugares há, quanto vale cada um e o que acontece quando o grupo cresce — e isso é a mecânica de uma sala de restaurante, não a de uma casa de tratamentos.

O circuito a dois, e o sinal que não é por pessoa

Este é o ponto onde um spa embate primeiro. A ideia natural é «cobro um sinal por cada pessoa que entra no circuito» — e essa configuração existe no produto, mas está fechada aos negócios que reservam mesas, e a base de dados recusa-a a todos os outros.

A recusa é deliberada e protege dinheiro teu. Um sinal por pessoa multiplica pelo tamanho do grupo, e num negócio que nunca pergunta o tamanho do grupo esse número seria sempre zero. Ficarias com um serviço configurado para cobrar e a cobrar nada — sem erro, sem aviso, e só descoberto ao fim do mês.

O que funciona aqui é montar a configuração no catálogo em vez de a montar no cliente: «Circuito de águas» e «Circuito de águas para dois» são dois serviços, cada um com o seu preço e a sua duração. O sinal é então uma percentagem desse preço ou um valor fixo — e cobra sempre o que está escrito, porque não depende de um número que ninguém pergunta.

A vantagem lateral é que quem marca vê o preço final antes de confirmar, em vez de ver um valor por cabeça e ter de fazer contas.

Várias coisas a acontecer, e nenhuma bloqueia a outra

Num spa nunca acontece uma coisa de cada vez. Há alguém no circuito, alguém numa massagem, alguém num tratamento de rosto, e as três coisas convivem na mesma hora sem se estorvarem.

A agenda comporta-se assim por natureza: uma marcação ocupa o tempo de quem a vai fazer, e não a casa inteira. Cada pessoa da equipa tem o seu horário e as suas ausências, e quem marca vê apenas o que está mesmo livre — ou com quem escolheu pelo nome, ou com a primeira pessoa que tenha vaga.

Quando há espaços ou equipamentos que travam a coisa — uma sala que só existe uma vez, uma banheira, uma cabine dupla —, representam-se como recursos ligados aos serviços que os exigem, e a hora deixa de aparecer quando qualquer um deles está tomado.

A última entrada não é a hora de fecho

Um circuito de duas horas numa casa que fecha às vinte e uma tem a última entrada às dezanove. Parece óbvio escrito assim, e é a fonte mais comum de mal-entendidos ao telefone — porque no horário está escrito «até às nove» e a pessoa ouve que pode chegar às oito e meia.

A agenda não deixa isso acontecer: o bloco tem de caber inteiro dentro do horário, por isso as horas que não dão simplesmente não aparecem a quem está a escolher. Não há uma marcação aceite que depois se descobre impossível.

Se quiseres alargar a última entrada, alargas o horário — ou crias uma versão mais curta do circuito, com a sua própria duração, que caiba no fim do dia. As duas saídas existem, e ambas se resolvem no catálogo em vez de se resolverem na conversa.

O sinal, num sítio onde a hora é comprada com antecedência

Ao contrário de um serviço rápido, uma entrada de spa é quase sempre decidida com dias de antecedência e frequentemente para um fim de semana. Isso torna a falta cara — o bloco estava fechado há uma semana e não havia quem o quisesse à última hora — e torna o sinal natural aos olhos de quem marca.

Uma percentagem do preço costuma ser a forma que menos discussão gera: acompanha sozinha a diferença entre uma sauna avulsa e um circuito a dois com tratamento incluído. E quem não aparece de todo tem um caminho próprio: marcas a falta na agenda, e aí o sinal não é devolvido. É um gesto teu, e não uma decisão automática de um sistema que não sabe o que se passou.

O dinheiro entra na tua conta Stripe no momento da marcação, sem passar por nós e sem comissão nossa por marcação. As taxas de processamento do cartão são da Stripe e saem de quem recebe, como em qualquer terminal — e o teu preçário continua a ser inteiramente teu.

Como configurar o sinal num spa

A configuração que costuma corresponder a um spa é percentagem do preço do serviço, ligada nas entradas e nos circuitos, com uma antecedência de cancelamento a acompanhar. É o formato que trata bem um catálogo onde a entrada mais barata e o pacote de tarde inteira estão a grande distância.

⚠️ E há um formato que não podes usar: o sinal por pessoa só existe nos negócios que reservam mesas. Num spa a base recusa-o, precisamente para não te deixar com um serviço que parece cobrar e cobra zero. Uma sessão para duas pessoas monta-se como um serviço próprio, com o seu preço.

Isto é uma recomendação de configuração e não uma estatística de setor: não publicamos médias que não medimos. Defines por serviço e mudas quando quiseres.

Durações por onde começar

Uma sugestão para arrancar, não uma média do setor. Mudas cada uma no teu catálogo.

Circuito de águas
120 min
Circuito para dois
120 min
Sauna
45 min
Massagem no circuito
50 min
Tratamento de rosto
60 min

Perguntas de quem gere um spa

Consigo cobrar um sinal por cada pessoa do grupo?

Não. Esse formato só existe em negócios que reservam mesas, onde o sistema pergunta quantas pessoas são. Num spa a base recusa-o — e é uma proteção: como o tamanho do grupo nunca é perguntado, o valor cobrado seria sempre zero.

Então como é que vendo uma sessão para duas pessoas?

Como um serviço próprio no catálogo, com o preço e a duração do conjunto. Quem marca vê o preço final antes de confirmar, e o sinal calcula-se sobre esse preço — sem depender de um número que a página não pergunta.

A página vai perguntar quantas pessoas vão entrar?

Não vai. Neste tipo de negócio a marcação ocupa o tempo de quem faz o trabalho e não lugares numa sala, por isso não há campo de tamanho de grupo nem contagem de lugares disponíveis.

Porque é que a última hora do dia não aparece livre?

Porque o serviço não cabe inteiro até à hora de fecho. Um circuito de duas horas numa casa que fecha às nove tem a última entrada às sete. Ou alargas o horário, ou crias uma versão mais curta que caiba lá.

Três tratamentos ao mesmo tempo travam-se uns aos outros?

Não, desde que sejam pessoas diferentes a fazê-los. A agenda ocupa o tempo de quem trabalha, não a casa. O que pode travar é um espaço ou equipamento partilhado — e esses representam-se como recursos ligados só aos serviços que os exigem.

Negócios parecidos com o teu, e o que muda em cada um: barbearia, cabeleireiro, estética, unhas e depilação.

A seguir: faz a conta do que as faltas te levam por ano na calculadora de faltas, vê o que cada plano inclui ou volta a todos os tipos de negócio.